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A edição deste ano da E3, o maior evento da indústria dos videojogos do mundo — que terminou na última quinta-feira –, foi um indicador de que a realidade virtual já está entre nós. A Sony anunciou o lançamento do PlayStation VR para outubro, que deve ser acompanhado, em breve, pelo Oculus Touch e pelo Microsoft HoloLens. Fabricantes de telemóveis e de outras consolas, como a própria Microsoft, já divulgaram que os seus próximos modelos vão suportar hardware compatível com dispositivos de realidade virtual.

Mas, e os jogos? Apesar de ser um segmento novo dentro da indústria dos videojogos, as produtoras começam a publicar os seus primeiros títulos, enquanto observam o aperfeiçoamento técnico dos novos dispositivos.

A E3 revelou uma série de novos jogos em realidade virtual, em diferentes géneros, que se apropriam da imersão espacial para oferecer uma experiência diferente de jogo. Entre as adaptações de séries consagradas e títulos inéditos, o Observador separou sete jogos promissores que devem disputar a atenção do público nos próximos meses.

Batman Arkam VR

Porque vale a pena: Sefton Hill, diretor da produtora Rocksteady Studios, responsável pelo jogo, avançou, numa conferência de imprensa na E3 2016, que “Batman Arkam VR” vai permitir aos jogadores utilizar “gadgets lendários do Batman para desvendar uma trama que ameaça a vida dos seus aliados mais próximos”. A ideia, segundo Hill, é que o novo título se centre nas habilidades de investigação do Batman para explorar lugares como a Mansão Wayne e a Batcave, num estilo mais sombrio, próximo da banda desenhada. “A equipa está comprometida em oferecer uma experiência de Batman que seja fiel à personagem e que permita os jogadores uma imersão completa no papel do maior detetive do mundo”, explicou.

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Lançamento: outubro de 2016

Resident Evil VII Biohazard

Porque vale a pena: A Capcom prometeu: “Resident Evil VII Biohazard” vai levar “a inquietante sensação de presença para um nível que os fãs de horror nunca experimentaram”. Jogado a partir de uma perspetiva da primeira pessoa, o novo “Resident Evil” vai homenagear os primeiros títulos da série ao basear a sua trama mais nas sensações de “susto” e “medo”, do que em ação. O jogador deve explorar e sobreviver aos perigos de uma casa abandonada num ambiente rural.

Lançamento: 24 de janeiro de 2017

Farpoint

Porque vale a pena: Após uma aterragem de emergência, o jogador deve explorar um planeta alienígena, enquanto se livra de ameaças na busca da sua equipa. Esta é a premissa de “Farpoint”, uma das apostas da Sony para o mercado da realidade virtual, que mistura elementos de jogos no espaço com shooters. De facto, para que o envolvimento seja mais profundo, foi criado um acessório chamado PS VR Aim Controller, uma espécie de arma a ser utilizada para tornar mais fácil o disparo contra os inimigos.

Lançamento: 13 de outubro

Star Trek: Bridge Crew

Porque vale a pena: “Star Trek: Bridge Crew” é um jogo pensado para ser uma experiência coletiva. Quatro jogadores devem comandar a Aegis, uma nave espacial da Federação U.S.S numa missão de exploração espacial. Juntos, exercem os papéis de comandante, “navegador”, engenheiro e analista tático, e as suas decisões como equipa definem o sucesso das operações. Desenvolvido pela Red Storm Entertainment, o jogo vai estar disponível para PlayStation VR, Oculus Rift e HTC Vive.

Lançamento: outono de 2016

Eagle Flight

Porque vale a pena: já pensou como se sentiria se pudesse voar? Com “Eagle Flight”, já poderá responder a questão, ao ter de jogar como se fosse uma águia a sobrevoar os principais pontos de Paris, como a Torre Eiffel e a Catedral de Notre-Dame. “A natureza e a vida selvagem foram levadas de volta à cidade, criando um ambiente rico que oferece uma experiência incrível de voo livre e aventura,” disse a Ubisoft, num comunicado de imprensa. O jogo permite participar de missões em modo single player ou competir no modo multiplayer entre equipas de três jogadores. Vai estar disponível para para PlayStation VR, Oculus Rift e HTC Vive.

Lançamento: 13 de outubro

Battlezone

Porque vale a pena: “Battlezone” é uma adaptação para a realidade virtual do jogo homónimo lançado em 1980 para a consola Atari. A estética “retro futurista” do título original continua, mas adaptada ao novo dispositivo, com gráficos em 3D e ambientes dinâmicos, que mudam de acordo com o progresso do jogador, no comando de um tanque. Assim como no jogo clássico, o importante é atirar. “Battlezone dá às pessoas uma perceção de campo de batalha inigualável, um sentido monumental de espaço e uma intensidade de combate de tirar o fôlego”, promete a produtora Rebellion, responsável pelo jogo.

Lançamento: outono de 2016

Star Wars Battlefront: X-Wing VR Mission

Porque vale a pena: em “Star Wars Battlefront: X-Wing VR Mission”, o jogador pilota a famosa nave X-Wing numa série de missões dentro do universo da série Star Wars. O jogo é produzido pela Criterion Games, responsável pela série de corrida “Burnout”, será exclusivo da Playstations VR e vai estar disponível gratuitamente para os compradores de “Star Wars Battlefront” na PS4. “A realidade virtual aproxima-nos de realizar esse sonho incrível de pilotar um X-Wing. Com esta nova plataforma, você será instantaneamente transportado a partir do conforto da sua sala para um cockpit X-Wing no espaço”, garantiu a produtora.

Lançamento: outono de 2016

Outros títulos destacados: “Final Fantasy XIV”, “EVE: Valkyrie”, “Robinson: The Journey”, “Until Dawn: Rush of Blood”.