O jogo de Portugal frente à Hungria é “uma final” e um “tudo ou nada”. Porque “às vezes há galo”, azares e bolas à trave, mas não pode ser para sempre. Elogiando a “atitude fortíssima” da equipa frente à Áustria, Fernando Santos afirmou este domingo em conferência de imprensa que o problema de Portugal foi a falta de concretização, mas mantém a confiança na equipa e garante que vai ficar em França até 11 de julho, dia seguinte à final do Euro 2016.

“Já disse à minha família que só vou dia 11 para Portugal. E vou lá e vou ser recebido em festa”, disse aos jornalistas, mostrando-se confiante de que a seleção nacional não só vai passar à fase final do campeonato como vai mesmo disputar o último jogo.

Sobre o jogo com a Hungria, que Portugal vai jogar na próxima quarta-feira às 17h, Fernando Santos admitiu “eventuais alterações” do onze, uma vez que a Hungria vai jogar com uma atitude diferente, em clara vantagem no apuramento. Se houver outros penáltis para marcar, garante que será Cristiano Ronaldo a fazê-lo à mesma.

“Um ponto para a Hungria é suficiente, por isso esperamos uma Hungria diferente, com uma atitude diferente”, disse Fernando Santos aos jornalistas na primeira conferência de imprensa depois do empate de ontem a zero com a Áustria. “Vou juntar o puzzle e eventualmente pode haver alterações para desmontar aquilo que pode ser o cenário que a Hungria nos vai colocar”, disse aos jornalistas em Marcoussis, admitindo mexidas no onze no próximo jogo.

Certo é que “este jogo é uma final”. Trata-se, segundo o selecionador, de uma antecipação da fase final do campeonato: “Estamos a antecipar as nossas finais, sabíamos que a nossa primeira final era no dia 26, assim vamos antecipá-la e essa passará a ser a segunda final”, disse.

Ou seja, depois de mais uma oportunidade de conseguir três pontos desperdiçada, “é o tudo ou nada”. Aos jornalistas, Fernando Santos recusou falar em “sorte ou azar”, “justiça ou injustiça”, preferindo até o termo “galo”.

“Às vezes é galo”, disse, entre risos, para a seguir elogiar a prestação de Portugal. “Nunca se pode considerar excelente quando não se vence, mas do ponto de vista do espetáculo em si Portugal fez uma exibição muito muito boa”, disse. O único senão – talvez um grande senão – foi o de “não ter conseguido concretizar”. “Não concretizou”, repetiu. Às vezes por “demérito” da equipa, outras vezes porque “a bola às vezes não entra”.

Mas apesar da falta de resultados, Fernando Santos prefere continuar a elogiar a “atitude fortíssima” que Portugal demonstrou no jogo de ontem e que, segundo o selecionador, fez a Áustria, que é 10ª no ranking mundial, parecer “uma equipa fraca” ao lado de Portugal.

Questionado pelo estado de espírito do capitão nacional, Fernando Santos realçou que Cristiano Ronaldo é um “ganhador por excelência” e que, por isso, “é normal que esteja abatido”. Mas que também isso pode ser um trunfo para a próxima partida. “A grande arma dele é essa, reage com muita força nas adversidades”, disse, lembrando que no Real Madrid também passou por fases semelhantes e “depois apareceu a marcar cinco golos”.

E se Portugal tiver novo penálti a seu favor, será Cristiano Ronaldo a marcá-lo. “Se houver penáltis, é o Cristiano que marca. E é golo. É garantido. Ele vai marcar, nem que seja com os dois pés, vai metê-la lá dentro”, disse o selecionador, desdramatizando a ausência de golos da parte da estrela da equipa.