O email chegou aos apoiantes do candidato Donald Trump à presidência dos Estados Unidos este sábado. E ia direto ao assunto. Dizia que a campanha estava a atravessar uma emergência e que precisava de qualquer coisa como 88.600 euros (100 mil dólares) para publicidade. Qualquer contributo monetário seria precioso. Um pequeno apontamento: Donald Trump é bilionário.

A notícia foi avançada no próprio dia do envio do email pelo The Hill, que referia que o valor tinha que ser reunido até ao final do dia. “Estamos a enfrentar uma emergência e precisamos de uma injeção de 100 mil dólares para conseguirmos por os nossos anúncios no ar”, lia-se no email. “Precisamos do vosso contributo até às 23h59”, prosseguia.

Justificação: a adversária, a democrata Hillary Clinton, estava prestes a “invadir as televisões” com publicidade a atacar o republicano Trump. Os responsáveis pela campanha diziam-se em preparação para “ripostar”. Só nunca explicaram porque é que Trump não resolveu o assunto e não passou ele um cheque.

O bilionário Donald Trump disse recentemente não haver “razão” para aumentar o orçamento previsto para a sua campanha eleitoral, que será de mil milhões de dólares. “Não há razão para aumentar. Acho que nem preciso de tanto dinheiro como os outros porque tenho muita publicidade”, justificou.

Publicidade que, segundo o The Washington Post, não estará a resultar. E os números falam por si. Numa análise deste jornal, conclui-se que a 142 dias do fim da campanha, Trump está a afastar-se da vitória. Aliás, mais do que qualquer outro candidato, republicano ou democrata, nas últimas três eleições. Tendo em conta o período temporal entre os 200 e os 100 dias antes da eleição, o jornal conclui que Trump tem piores resultado que George W. Bush em 2004, que John McCain em 2008 e que Mitt Romney em 2012.