Fernando Santos lamentou este domingo o galo que a seleção portuguesa de futebol tem tido no Euro-2016, mas mostrou-se confiante de que só vai regressar a Portugal depois do dia 11 de julho, a seguir à final da prova.

À semelhança do que sucedeu após o encontro com a Islândia, o selecionador nacional surgiu perante os jornalistas no dia seguinte ao empate com a Áustria, num encontro no qual, considerou, a equipa das ‘quinas’ voltou a ter algum azar na finalização.

“Às vezes há galo. Temos tido galo. Sem ofensa nenhuma aqui à seleção francesa de râguebi, que nos tem recebido de forma fantástica e amável (no Centro Nacional de Râguebi). Isto é uma brincadeira. Portugal fez uma exibição muito boa, mas não conseguiu concretizar”, afirmou, em conferência de imprensa.

Com apenas um golo marcado em 50 remates desferidos nos dois jogos da fase de grupos, a palavra ‘eficácia’ parece estar cada vez mais inserida no léxico utilizado no seio da seleção, tal é a vontade manifestada por Fernando Santos em ver a bola entrar na baliza adversária.

“Se tivermos de ser feios, e isso nos trouxer eficácia, teremos de ser feios. Não vale a pena ser bonitos. Não me importo de ser feio, porque já sou feio por natureza. E não me importo de ser mais feio ainda. Eu quero é que ela (bola) entre lá para dentro, com a mão, com o pé, seja como for”, disse.

No topo dos mais perdulários de Portugal está Cristiano Ronaldo, que falhou inclusivamente uma grande penalidade frente à Áustria. Contudo, Fernando Santos não perde a confiança na principal figura da equipa.

“É normal que um jogador como Cristiano, que não conseguiu materializar em golo as oportunidades de que dispôs, esteja mais abatido. Mas a grande arma do Cristiano é que reage com muita força às adversidades. Já lhe aconteceu isso este ano, no Real Madrid, e depois apareceu a fazer cinco golos”, salientou.

De resto, o selecionador assegurou mesmo que o ‘capitão’ luso estará sempre na linha da frente para marcar os penáltis.

“Se houver penáltis, é o Cristiano que marca. E é golo. É garantido. Ele vai marcar, nem que seja com os dois pés, vai metê-la lá dentro”, vincou.

Por outro lado, o técnico não sente que o apuramento para os oitavos de final esteja em perigo e acredita mesmo que Portugal vai fechar o grupo F na liderança.

“Com uma vitória (frente à Hungria), Portugal é apurado, garantidamente, e, provavelmente, no primeiro lugar. A equipa da Hungria está numa posição privilegiada e tem pelo menos o terceiro lugar garantido. Não será primeiro, porque acredito que será Portugal”, adiantou.

A confiança do técnico é tanta que a família Santos já foi avisada de que Fernando vai ficar em França até 11 de julho, o dia seguinte à final do Euro-2016. “Já disse à minha família que só vou dia 11 para Portugal. E vou lá e vou ser recebido em festa”, confessou.

Portugal passa agora a preparar o encontro com a Hungria, da terceira e última jornada do grupo F, que está agendado para quarta-feira, em Lyon.

Em caso de triunfo face aos húngaros, a seleção das ‘quinas’ garante um lugar nos oitavos de final e será primeira se a Islândia não vencer a Áustria ou se, nesse caso, acabar com melhor diferença de golos do que os nórdicos, para já em vantagem, face ao total de golos marcados (2-2 contra 1-1).

O empate também poderá valer a qualificação direta, no segundo lugar, se Islândia e Áustria também empatarem e Portugal marcar, pelo menos, mais um tento do que os islandeses. Em caso de derrota, ‘adeus’ Euro-2016.

O terceiro posto também poderá valer um lugar nos ‘oitavos’, dependente dos resultados dos outros agrupamentos, já que, além dos dois primeiros dos seis grupos, qualificam-se ainda os quatro melhores terceiros.