O primeiro-ministro, António Costa, reuniu-se na sexta-feira com representantes de 14 empresas que constituem os principais exportadores nacionais, na residência oficial em São Bento. A informação foi avançada este domingo à noite pelo comentador social-democrata Luís Marques Mendes, durante o seu espaço de opinião na SIC, e confirmada pelo Observador junto de uma fonte oficial. “Esta é a primeira de três iniciativas a ter lugar sobre a temática das exportações, seguindo-se uma reunião com representantes dos principais setores exportadores e uma reunião do Conselho da Internacionalização”, avançou a mesma fonte do gabinete do primeiro-ministro.

No encontro também estiveram presentes o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos e o presidente do AICEP, Miguel Frasquilho. O objetivo destes encontros promovidas pelo primeiro-ministro é ouvir os agentes económicos sobre aspetos que condicionam a sua atividade e sobre medidas que o Governo possa tomar para promover as exportações portuguesas.

Luís Marques Mendes deu a notícia dizendo que esta reunião era o sinal de que “o Governo começa a estar preocupado com a situação económica e quis ouvir o setor exportador. É bom que o Governo acorde finalmente”, criticou. O comentador recordou que as exportações caíram, sobretudo para grandes mercados como Angola, Brasil, Alemanha e China, e que o investimento nacional e estrangeiro estão parados. “O motor do investimento está gripado”, apontou.

O ex-líder do PSD até elogiou o Executivo quando disse que, “no domínio da economia, até tem tomado decisões”, exemplificando com “as medidas para a capitalização de empresas” lançadas por Caldeira Cabral. “O problema não são as medidas, mas o ambiente de confiança. Não é António Costa, o PS ou o Governo, mas a ideia de estar coligado com o PCP e o Bloco”. E acrescentou: “Os grandes adversários de António Costa não são o CDS e o PSD, mas o INE e os fracos números do crescimento”.

Alguns dos temas abordados com as empresas participantes na reunião como a Mota-Engil, a TAP, a Petrogal, a Portucel, a Autoeuropa ou o Ikea, passaram pela logística, o quadro regulatório e os custos energéticos.