A garantia é dos serviços de informação da Coreia do Sul. O Estado Islâmico está na posse de informações sensíveis sobre as bases aéreas de 77 países, muitos deles membros da NATO. A organização terrorista está a desafiar os militantes a atacarem esses alvos.

A informação foi avançada pela cadeia norte-americana CNN, que cita um comunicado emitido pelos próprios serviços de informação sul-coreanos. Além das informações sobre as bases aéreas, o Estado Islâmico divulgou detalhes pessoais sobre vários agentes dos serviços secretos de 21 países, incluindo um funcionário dos agentes de intelligence da Coreia do Sul, que está agora sob proteção.

Esta e outras demonstrações de poder provam que, apesar das derrotas substanciais que foi sofrendo nos territórios ocupados (Iraque e Síria, sobretudo), o Estado Islâmico continua a ser uma ameaça credível. Foi isso mesmo que admitiu o diretor da CIA. John Brennan acredita que o grupo terrorista tem ainda uma larga rede de militantes dispostos a atacar no Ocidente a qualquer momento.

“Infelizmente, apesar de todo o nosso progresso contra o Estado Islâmico no campo de batalha e no plano financeiro, os nossos esforços têm pouco efeito na capacidade de alcance global do grupo terrorista”, afirmou John Brennan, perante os congressistas norte-americanos.

O diretor da CIA lamentou ainda a falta de recursos no combate ao terrorismo. “Os recursos necessários para o terrorismo são muito modestos. [O Estado Islâmico] teria de sofrer perdas ainda mais pesadas no território, na mão-de-obra e na capacidade financeira para diminuir de forma significativa. De facto, como a pressão está a aumentar sobre o Estado Islâmico, acreditamos que [o grupo] vai intensificar a sua campanha de terror global”, alertou o responsável norte-americano.

A organização terrorista, acredita Brennan, já estará a preparar mais ataques, nomeadamente através da colocação de militantes entre os grupos de refugiados que todos os dias procuram refúgio nos países ocidentais.