O turismo no Norte alcançou no primeiro trimestre deste ano “níveis de crescimento e taxas de ocupação nunca antes registados”, com o número de dormidas a crescer 22,4% face ao período homólogo de 2015, revela o relatório Norte Conjuntura.

“Turismo na região do Norte bate recorde de crescimento”, sublinha em comunicado a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), responsável pelo relatório trimestral.

Ainda de acordo com a CCDR-N, “pela primeira vez, o número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros cresceu 18,2% e o de dormidas 22,4% face ao trimestre homólogo de 2015”.

O estudo revela ainda que “quanto aos proveitos de aposento e proveitos totais, observaram-se variações homólogas de 31,8% e 27,2%, respetivamente, alcançando os crescimentos mais acentuados desde o 2.º trimestre de 2004, momento de realização do Euro 2004 em Portugal”.

O relatório destaca ainda que durante o primeiro trimestre “verificou-se uma estagnação do emprego, com uma variação homóloga de apenas 0,1%”, realçando tratar-se de um “contexto caracterizado, ao nível nacional, pelo abrandamento do crescimento económico e pela quebra do investimento”.

Ainda assim, assinala, “a taxa de desemprego diminuiu, refletindo sobretudo a descida da taxa de atividade”.

Na região Norte a taxa de desemprego cifrou-se em 13,3%, valor que compara com 13,5% no trimestre precedente e com 14,2% no período homólogo do ano passado. Esta descida, revela o relatório Norte Conjuntura, “é inteiramente explicada pela queda do desemprego feminino”.

“Na média do 1.º trimestre de 2016, os municípios que mais contribuíram para a variação homóloga negativa do desemprego registado na região do Norte foram Vila Nova de Famalicão e a Maia, ambos com cerca de 1.150 desempregados a menos do que no período homólogo do ano anterior”, indica.

Já no plano nacional, a taxa de desemprego no 1.º trimestre de 2016 foi de 12,4% (contra 12,2% no trimestre anterior e 13,7% há um ano).

No primeiro trimestre de 2016, a generalidade dos indicadores disponíveis relacionados com o consumo privado “apresentou uma evolução positiva, na Região do Norte”, com o crédito ao consumo a exibir uma “ligeira variação positiva (+0,4 %)”.

Já ao nível da atividade industrial, o Norte Conjuntura revela “sinais de algum abrandamento na Região do Norte”, com a exportação de bens por parte de empresas desta região a conhecerem, no 1.º trimestre de 2016, “um crescimento mais moderado (variação homóloga nominal de 4,4%, contra 7,4% no trimestre anterior)”, mantendo porém uma “tendência positiva.

Quanto aos indicadores relacionados com o investimento em construção e com o crédito à habitação, estes “apresentaram uma tendência negativa”, ao contrário da importação de bens de capital e de automóveis onde se observou “uma tendência positiva”

Nos primeiros três meses do ano, o “crédito à economia (famílias e empresas) continuou em queda (-3,0%, em termos homólogos), com o crédito às empresas a apresentar uma redução mais intensa (-4,7%)”.