O Reino Unido será o primeiro país da União Europeia (UE) a voltar a comercializar arroz de Fukushima depois de a região japonesa ter sido, há cinco anos, palco de uma das piores catástrofes nucleares da história.

A partir de julho, o produto estará disponível em vários espaços comerciais de Londres, graças a uma campanha de um grupo de japoneses oriundos de Fukushima residentes no Reino Unido e a uma cooperativa agrícola local, informa esta segunda-feira o jornal Japan Times.

Os dois grupos conseguiram que fossem exportadas 1,9 toneladas de uma variedade de arroz denominada “Ten no tsubu” (“grão do céu”, em japonês).

Segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, relativos ao mês de março, 34 países ainda aplicam proibições ou limitações de algum tipo a produtos cultivados na prefeitura de Fukushima ou arredores por receio de que estejam contaminados.

Desde o passado mês de janeiro, a UE permite importar chá, produtos de origem animal ou fruta (com exceção de dióspiro) sem necessidade de certificados que comprovem que passaram com sucesso os controlos de radiação.

No entanto, o arroz de Fukushima ainda tem de ser acompanhado de um destes documentos que certificam que passou os testes no Japão, bem como no país de destino, para poder entrar na UE.

As 1,9 toneladas vão chegar acompanhadas de um certificado de origem ao Reino Unido, que se torna o terceiro país do mundo a importar arroz de Fukushima desde o acidente, depois da Malásia e de Singapura.

As emissões radioativas que resultaram do desastre na central de Fukushima Daiichi, provocado pelo sismo e ‘tsunami’ em março de 2011, ainda mantêm deslocadas milhares de pessoas que viviam junto à central, e afetaram a agricultura, criação de animais e pesca.