A exposição “Eduardo Souto de Moura: Continuidade”, que aborda os simbolismos e as analogias na obra do arquiteto portuense, é inaugurada esta terça-feira, às 18h00, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Com curadoria de André Campos e Sérgio Koch, a exposição vai estar patente na Garagem Sul (Exposições de Arquitetura) do CCB, até 18 de setembro.

“Na obra de Eduardo Souto de Moura, os simbolismos e as analogias são elementos fundamentais na composição arquitetónica”, segundo um texto dos curadores divulgado pelo CCB.

Eduardo Souto de Moura, 63 anos, nascido no Porto, premiado com o Pritzker em 2011, assinou, entre outros projetos, o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

Este ano foi premiado pela X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), que decorreu em Madrid, “pelo importante contributo do seu ensino em universidades de diversos países”.

“De uma forma latente, no caso dos simbolismos, ou claramente assumidas, no caso das analogias, funcionam como elementos catalisadores de um desenvolvimento mental de procura de soluções que permitem consolidar e contextualizar as suas intervenções”, acrescentam ainda André Campos e Sérgio Koch, sobre a obra de Souto de Moura.

Os curadores referem que a arquitetura de Souto de Moura “procura a racionalidade na disciplina, claramente influenciada por Aldo Rossi e os seus princípios de que as preexistências, a história da arquitetura, a tradição da cidade europeia e a ideia de monumento são o ponto de partida para evolução da disciplina”.

Por outro lado, na obra, “contrapõe-se uma visão norte-americana inspirada em Robert Venturi, contrária à Arquitetura Moderna, defendendo uma via híbrida, onde a contradição e a ambiguidade quebram com os princípios de coerência defendidos pelo Movimento Moderno”.

O arquiteto Eduardo Souto de Moura foi um dos oradores, este ano, no ciclo de conferências sobre “Arquitetura Portuguesa Criatividade e Inovação”, que decorreu, com uma exposição, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.