Elétricos

Maserati rival da Tesla?

Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler, vê o modelo económico da Tesla como algo adaptável à sua organização. Na forja, uma versão eléctrica do Maserati Alfieri e um novo citadino eléctrico da Fiat.

Autor
  • António Sousa Pereira

Depois da Volkswagen, a Fiat: os eléctricos estão mesmo na ordem do dia, apesar de ainda haver quem duvide que este seja o caminho certo a seguir no futuro pela indústria automóvel. No grupo italo-americano, há três novidades a registar neste domínio: um novo citadino eléctrico da Fiat, uma versão híbrida do Levante (o primeiro SUV da Maserati), e uma possível variante eléctrica, mas não para breve, do modelo de produção em série antecipado pelo protótipo Alfieri, também da Maserati.

Perante isto, parece inevitável a expansão da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para o negócio dos automóveis eléctricos. Quem o confirma é Sergio Marchionne, em notícia avançada pelo “Automotive News“, com base em declarações prestadas ao canal Bloomberg, em que o CEO do grupo italo-americano refere que o modelo económico da Tesla é passível de ser replicado pela FCA: “Temos as marcas e os modelos para fazê-lo. Creio que seria interessante utilizar um dos nossos automóveis para realizar um teste nesta área.”

Esta hipótese aponta para que o Maserati Alfieri possa ser o protagonista de tal iniciativa. Marchionne não o desmente, embora esclareça que não está prevista uma versão eléctrica do modelo de produção que derivará do protótipo revelado no Salão de Genebra de 2014, nem para antes do término do plano estratégico de cinco anos do grupo, que finda em 2018, nem para antes do final do seu mandato enquanto CEO da empresa, que termina em 2019. Certo é que, a concretizar-se esta intenção, o modelo vai “perder” na versão eléctrica a entusiasmante sonoridade do motor 3 litros V6 biturbo, capaz de debitar entre 410 e 520 cv.

Ao mesmo tempo, a Fiat está a considerar produzir um citadino eléctrico para a Europa, no que seria a sua primeira proposta do género, pelo menos de produção em grande escala, destinada ao mercado do Velho Continente. Para cumprir com as exigentes normas de emissões californianas, a marca já vende uma versão eléctrica do 500 nos Estados Unidos da América, ainda que, a fazer fé nas declarações de 2014 de Marchionne, perdendo 10.000 dólares (cerca de 8.800€) em cada 500e vendido.

Por tudo isto, o CEO da FCA assume um discurso prudente. “Não estou tão convencido quanto outros de que a electrificação seja a solução para todos os problemas do homem. Temos que ir experimentando, como estamos a fazer agora com os automóveis autónomos, e a mobilidade, como a electrificação, é uma das respostas possíveis”, afirma. De uma coisa, Marchionne está certo: a FCA vai aumentar o número de modelos híbridos na sua gama, incluindo uma versão deste tipo do Maserati Levante, de modo a oferecer versões híbridas da maioria dos seus modelos em 2021 e, assim, cumprir os seus objectivos, e as novas normas, em termos de emissões poluentes.

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