David Beckham, considerado um dos melhores futebolistas ingleses de sempre, anunciou esta terça-feira a intenção de votar a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia no referendo agendado para segunda-feira.

“Vivemos num mundo dinâmico, onde ligados somos fortes. Devemos lidar com os problemas do mundo em conjunto e não isoladamente”, argumentou o ex-futebolista, de 41 anos, num comunicado divulgado pela campanha “Bretanha mais forte na Europa”.

Beckham lembrou que teve “o privilégio de viver em Madrid, Milão e Paris”, juntamente com colegas “de toda a Europa e do mundo”, salientando toda a “hospitalidade” que mereceu em todas essas cidades.

“Por todos esses motivos, vou votar para ficar” na UE, conclui o ex-internacional inglês, numa altura em que as sondagens dão praticamente um ’empate técnico’ entre o ‘Sim’ e o ‘Não’.

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I'm passionate about my country and whatever the result of Thursday's referendum, we will always be Great. Each side has the right to their opinion and that should always be respected whatever the outcome of the European Referendum. I played my best years at my boyhood club, Manchester United. I grew up with a core group of young British players that included Ryan Giggs, Paul Scholes, Nicky Butt and the Neville Brothers. Added to that was an experienced group of older British players such as Gary Pallister, Steve Bruce and Paul Ince. Now that team might have gone on to win trophies but we were a better and more successful team because of a Danish goalkeeper, Peter Schmeichel, the leadership of an Irishman Roy Keane and the skill of a Frenchman in Eric Cantona. I was also privileged to play and live in Madrid, Milan and Paris with teammates from all around Europe and the world. Those great European cities and their passionate fans welcomed me and my family and gave us the opportunity to enjoy their unique and inspiring cultures and people. We live in a vibrant and connected world where together as a people we are strong. For our children and their children we should be facing the problems of the world together and not alone. For these reasons I am voting to Remain

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Na segunda-feira, o presidente executivo da Liga inglesa de futebol, Richard Scudamore, alertou para os vários problemas provocados por uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE), considerando-a adversa aos interesses da ‘Premier League’.

O Brexit, como é conhecida a campanha a favor do isolamento britânico face à UE, posicionamento que será submetido a referendo na quinta-feira, é desfavorável à “abertura e importância da liga inglesa” fora do Reino Unido, disse o dirigente.

“Ninguém tem mais ‘cicatrizes’ do que eu no que diz respeito às negociações com Bruxelas [sede da UE] para tentar organizar as coisas a favor dos nossos interesses face à máquina europeia”, começou por dizer Scudamore, que defende a permanência na esfera comunitária.

Para Scudamore, “em última instância, não se pode quebrar, não se pode saltar fora, tem que se estar dentro e negociar, tentar, organizar e influenciar”.

“A abertura e reconhecimento internacional da Premier League poderá tornar-se incongruente se nos posicionarmos contra”, referiu o dirigente inglês.

Segundo Scudamore, a saída do Reino Unido do seio dos 28 países da EU não permite “o controlo do próprio destino”, como defende a campanha Brexit.

“Isso não é absolutamente correto para quem viaja pelo mundo, como nós fazemos, onde encontramos abertura para fazer negócios, para debates e cooperação”, sublinhou, concluindo: “Acho que seremos, penso eu, menos respeitados por não querermos fazer parte de algo”.