Chega em Setembro ao mercado nacional a nova geração da Amarok, um modelo que tem constituído um extraordinário êxito para a Volkswagen desde o seu lançamento, em 2010. A par de uma actualização das linhas exteriores e dos conteúdos interiores, a pick-up germânica impor-se-á ainda por ser o primeiro modelo do seu segmento a ser exclusivamente proposto com um motor V6 turbodiesel, no caso com 2967 cc de capacidade e disponível com três níveis de potência.

Comecemos, então, pela melhor parte: os atributos mecânicos da nova Amarok. A ênfase vai para o motor, que tem por missão permitir-lhe que se sinta tão à vontade na estrada como fora dela, oferecendo-lhe uma utilização agradável e um conforto acústico digno de um automóvel de passageiros convencional.

Preços não foram ainda revelados

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A cerca de três meses da sua chegada ao mercado luso, ainda não são conhecidos os preços da nova Amarok, que continuará a ser proposta com os níveis Trendline, Comfortline e Highline. Por decidir está, também, se será comercializada entre nós a nova versão de lançamento Aventura, dotada de logos específicos e de um completo equipamento de série, onde se incluem elementos como o arco na cor carroçaria logo após a cabina; as jantes de 20”; o sistema de monitorização da pressão dos pneus em tempo real; o sistema de auxílio ao estacionamento com sensores dianteiros e traseiro e câmara de marcha-atrás; o sistema de infoentretenimento com ecrã a cores e navegação 3D; os bancos em pele ergoComfort com costuras contrastantes, o volante multifunções com patilhas de comando da caixa; os pedais em inox; os faróis bi-Xénon; as luzes por LED diurnas; e as embaladeiras iluminadas também por LED.

O bloco em questão é o V6 a 90° estreado no A7 em 2014, dotado de série da tecnologia BlueMotion, para reduzir consumos e emissões poluentes. Com 3,0 litros e turbocompressor VGT de geometria variável, é disponibilizado em três patamares de rendimento: 163 cv e 450 Nm, 204 cv e 500 Nm e 224 cv e 550 Nm – sendo o binário máximo atingido, em qualquer dos casos, logo às 1.400 rpm.

Consoante a versão em questão, são distintos os tipos de transmissão disponíveis, ainda que seja de série em todas as Amarok o diferencial dianteiro de bloqueio electrónico EDl (nas versões com tracção integral), que actua através dos travões para fornecer maior binário à roda que tiver maior motricidade.

A variante de 163 cv está sempre associada a uma caixa manual de seis velocidades, podendo dispor de tracção apenas traseira, ou integral permanente 4Motion, com caixa de transferências (as famosas “redutoras”) e diferencial central autoblocante Torsen com uma repartição estática de 40/60, e bloqueável a 100% através de um actuador eléctrico.

Já o motor de 204 cv é sempre combinado com o sistema 4Motion, mas propondo de série a caixa manual de seis relações, sendo uma opção a caixa automática de oito velocidades. Neste caso, devido à ausência de redutoras, a caixa conta com uma primeira relação bastante curta, para ajudar nos arranques mais decididos, assim como na transposição de obstáculo mais exigentes no todo-o-terreno.

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Com 3,0 litros e turbocompressor VGT de geometria variável, o V6 é disponibilizado em três patamares de potência

A versão mais potente e equipada

A mais dotada versão de 224 cv está sempre associada ao sistema 4Motion e à caixa automática de seis velocidades. Numa breve deslocação a Munique, foi precisamente com estes atributos que pudemos conduzir, em várias condições de utilização, a nova Amarok com o mais requintado nível de equipamento Highline.

Ao volante, confirma-se a proximidade com um SUV convencional em domínios como o conforto em estrada ou a sofisticação do habitáculo, mesmo que a maioria dos materiais continue a estar de acordo com a filosofia de produto de um automóvel que também se propõe a enfrentar as mais duras tarefas numa utilização profissional, ou mesmo de lazer.

O elemento em maior destaque é o motor, pela sua reposta suave, mas sempre decidida e progressiva, com as prestações anunciadas a indicarem valores a que não é fácil ficar indiferente, até porque estes, a pecarem, será por defeito: 7,9 segundos nos 0-100 km/h e velocidade máxima de 193 km/h. Como se isto não bastasse, o consumo médio também não andará longe dos 7,6 l/100 km homologados, assim se pratique uma condução minimamente comedida. Condução que tende a ser fácil e muito agradável, também por via de um conforto de marcha apreciável, e de o V6 não fazer sentir em excesso a sua presença no habitáculo. E congratulem-se os amantes do fora de estrada: com os pneus certos e o auxílio de bons ângulos característicos (pendente máxima de 45°; ataque de 29°; saída de 24°; ventral de 23°; passagem a vau de 500 mm), a Volkswagen Amarok estará, na maioria vezes, mais limitada pela ousadia de quem a conduz do que pelas suas próprias capacidades.

O modelo exibe agora uma aparência mais moderna, imponente e apelativa

O modelo exibe agora uma aparência mais moderna, imponente e apelativa

Frente mexida

Visualmente, as alterações operadas na Amarok incidiram sobretudo na secção dianteira, agora marcada por linhas verticais e horizontais, que lhe conferem uma aparência mais moderna, imponente e apelativa. De resto, tudo se mantém, basicamente, na mesma, à excepção do aumento da medida das rodas – que pode chegar às 20” –, o que não é, propriamente, criticável, tendo em conta a aceitação que o modelo tem registado.

O mesmo conceito de formas verticalizadas e horizontalizadas foi aplicado no interior, com o intuito de torná-lo mais actual e sofisticado, já que a marca alemã aspira a que a nova Amarok possa constituir também uma alternativa para os clientes dos SUV, principalmente aqueles que querem um veículo que possa “mesmo” circular fora de estrada.

No habitáculo é de referir o novo painel de instrumentos, com indicadores com moldura cromada nas versões mais equipadas, capaz de oferecer muita informação de forma extremamente legível. E também o novo sistema de infoentretenimento, dotado de um ecrã táctil e proposto com várias especificações, as mais evoluídas contando com elementos como ecrã a cores, sistema de navegação 3D, ligação à Internet, acesso a várias “app” e sistemas de som condicentes com o seu grau de sofisticação.

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Na sua nova geração, a Amarok estará disponível apenas em versão de cabina dupla, pelo menos na Europa. O acesso ao interior é facilitado pelo generoso ângulo de abertura das portas e pela colocação de pegas nos pilares dianteiros e centrais, sendo que, atrás, é possível acomodar três passageiros adultos com razoável desafogo.

O espaço disponível na frente é bastante generoso e a posição de condução, apesar de elevada, nem difere assim tanto da conhecida de outros modelos da moda que vão pululando pelas nossas estradas. A correcta ergonomia é outro dos pontos a reter, a par do conforto oferecido pelos bancos com razoável encaixe – em opção, estão disponíveis os bancos dianteiros ergoComfort, com regulação eléctrica em 14 vias. Uma palavra, igualmente, para a segurança, garantida por elementos como os airbags frontais, laterais e de cortina, e pelo sistema Post-Collision Braking System, destinado a evitar colisões múltiplas em caso de embate pela traseira.

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Quanto à caixa de carga, nada de novo: continua a ser capaz de acomodar uma palete de tamanho normalizado, oferecendo uma área útil de 2,52 m2. Para esta zona estão disponíveis, na linha de acessórios, diversos arcos, coberturas e revestimentos para o piso, bem como uma série de diferentes “hardtop”. A capacidade de reboque da nova Amarok pode ir até às 3,5 toneladas, consoante a versão.