Pelo menos três pessoas morreram e três estão desaparecidas numa região a sul do Japão, após recentes inundações e deslizamentos de terras devido a intensos terramotos, anunciaram esta terça-feira fontes oficiais.

Segundo as mesmas fontes, as equipas de resgate estão a procurar as três pessoas desaparecidas a sul da província de Kumamoto, onde cerca de dois mil residentes tiveram de abandonar as suas casas, incluindo aqueles que conseguiram fugir em segurança após os dois grandes terramotos em abril.

Estes terramotos, com magnitude de 6,2 e 7 graus na escala de Richter, foram seguidos por mais de 1.700 réplicas, as quais causaram a destruição do solo em várias áreas, informaram fontes oficiais, que anunciaram na altura 49 mortos e danos avultados.

A chuva torrencial dos últimos dias originou vários deslizamentos de terras, bem como inundações em toda a área durante a noite passada.

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Os residentes da província de Kumamoto reportaram que os rios transbordaram e provocaram inundações, bem como deslizamentos de terras.

Mais chuva é esperada nos próximos dias, segundo a agência meteorológica japonesa, que emitiu alertas de chuva intensa e trovoadas, tanto para a província de Kumamoto, como para zonas nos arredores da ilha de Kyushu.

As autoridades anunciaram que, das três vítimas mortais, um homem de 79 anos morreu afogado na cidade de Kosa, um outro, de 92, morreu na sequência de a sua casa ter sido soterrada por um deslizamento de terras.

Uma mulher de 86 anos morreu também devido a um deslizamento de terras na cidade de Kumamoto, anunciou a emissora publica de televisão japonesa, NHK, acrescentando que a pessoa com quem vivia contínua por encontrar.

Fontes oficiais não confirmaram, até ao momento, uma quarta morte, no entanto afirmam que pelo menos três pessoas estão desaparecidas, sendo que uma das vítimas, de acordo com os relatos dos ‘media’, será um homem de 66 anos, também atingido por um deslizamento de terras na cidade de Uto.

O Governo central, que tem suportado a reconstrução depois do terramoto em Kumamoto, anunciou esta terça um reforço no departamento de gestão de crises.