A transportadora aérea TAAG pretende voar de Luanda para mais três cidades da Europa, além de Lisboa e Porto, dentro de alguns anos, admitiu o presidente da companhia estatal angolana, o britânico Peter Hill.

Na mira da TAAG estão destinos como Paris, Londres ou Frankfurt, disse o administrador, numa entrevista ao site especializado Air Transport World (ATW), na sequência do anúncio feito pela companhia, a 10 de junho, de que passou a estar em condições de voar para os países da União Europeia, com a nova licença de Operador de País Terceiro (TCO).

“Gostaríamos de ir para Paris, Frankfurt ou Londres, mas provavelmente ainda não chegou o momento. Em termos de expansão da nossa rede, ainda estamos a alguns anos de distância (…) Por agora, estamos concentrados nas rotas para Portugal, na doméstica e no ‘hub’ em Luanda”, disse Hill, citado pela ATW.

A transportadora aérea angolana, detida pelo Estado e que passou em 2015 a ser gerida pela Emirates, já voa para Lisboa e Porto (Portugal) e recebeu este mês a aprovação da Agência de Segurança Aérea da União Europeia, atribuindo a licença TCO, para todos os países daquele espaço.

A companhia angolana foi colocada na “lista negra” da União Europeia em julho de 2007, mas dois anos mais tarde foi autorizada a voar de Luanda para Lisboa e depois para o Porto, na sequência de auditorias e acordos bilaterais, entre Portugal e Angola, envolvendo as autoridades de aviação dos dois países.

“A TAAG está agora livre para se candidatar a qualquer licença comercial para operar em qualquer dos Estados-membros da União Europeia e está no mesmo nível que qualquer grande companhia aérea estrangeira a voar para a Europa”, anunciou a empresa, no comunicado enviado a 10 de junho à Lusa.

Para a Europa, a companhia pode operar com os Boeing 777-200 ER, 777-300ER e 737-700, informou ainda.

No sentido contrário, a transportadora aérea angolana reduziu as frequências para as rotas do Brasil, devido ao baixo tráfego registado nos últimos tempos, sobretudo para o Rio de Janeiro, que podem mesmo estar em causa.

O vice-presidente do conselho de administração da TAAG, Joaquim Cunha, explicou a 15 de junho que a empresa está a avaliar a situação e para não acumular prejuízos optou já por reduzir as frequências.

“Estamos nesta fase com algumas dificuldades em relação às rotas do Brasil, nomeadamente São Paulo e Rio, está em avaliação sobretudo a rota do Rio de Janeiro, porque o tráfego está muito baixo”, indicou Joaquim Cunha.

O responsável frisou que enquanto as frequências para o Brasil foram reduzidas, para Portugal foram aumentadas, o que “significa que é a linha mais importante da companhia”.