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CMTV exige pedido de desculpas a Ronaldo. Diretor considera atitude do jogador "lamentável"

Este artigo tem mais de 5 anos

Ronaldo atirou o microfone de um jornalista da CMTV ao lago, depois deste lhe colocar uma pergunta. Diretor adjunto do canal afirma que atitude "envergonha a nação".

Captura de ecrã do vídeo de Ronaldo a atirar o microfone da CMTV para o lago
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Captura de ecrã do vídeo de Ronaldo a atirar o microfone da CMTV para o lago

AFP/Getty Images

Captura de ecrã do vídeo de Ronaldo a atirar o microfone da CMTV para o lago

AFP/Getty Images

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Cristiano Ronaldo atirou o microfone de um jornalista da Correio da Manhã TV ao lago, depois de este lhe colocar uma pergunta durante um passeio da seleção nacional em Lyon, esta quarta-feira de manhã. Carlos Rodrigues, diretor adjunto da CMTV, falou pela direção do canal, afirmando que a atitude do jogador “envergonhou a nação”.

Durante a emissão do Jornal 1, da CMTV, o diretor adjunto começou por referir que o dia tinha sido marcado por dois acontecimentos, no mundo do futebol. Por um lado uma “exibição portentosa de Messi na Copa América” e por “Cristiano Ronaldo a atirar um microfone para dentro de um lago”.

Carlos Rodrigues defendeu depois o jornalista, Diogo Torres, explicando que o repórter tinha apenas feito o seu trabalho e que tinha colocado uma pergunta “muito simples e factual” e que, naturalmente, tanto Cristiano Ronaldo como a segurança que acompanhavam os jogadores estavam “no seu direito de solicitar que o jornalista não se aproximasse”, mas que tal não aconteceu.

O diretor adjunto da CMTV afirmou ainda que o avançado podia não ter respondido ao jornalista, mas que atirar o microfone ao lago foi uma “atitude muito grave” e que, por ter sido feita pelo capitão da seleção, “envergonha a nação”.

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Carlos Rodrigues sentenciou que esta imagem de Ronaldo perdurará e que dentro de “um, dez, 50 anos, a imagem vai continuar a estar na história”, não sendo um momento edificante para “um dos melhores jogadores do mundo, se não o melhor”.

“A CMTV considera-se merecedora de um pedido de desculpa por parte de Ronaldo e da Federação Portuguesa de Futebol, por ter sido uma atitude tomada pelo capitão da equipa”, afirmou ainda Carlos Rodrigues. Quando questionado sobre qual a ação que o canal iria tomar relativamente ao acontecimento, o entrevistado respondeu que “a CMTV e o Correio da Manhã vão tomar medidas anunciadas a seu tempo”.

Antes de terminar a comunicação, Rodrigues expressou a sua vontade de que o dia não seja marcado pelo arremesso do microfone por parte de Ronaldo, mas sim por uma grande exibição do avançado do Real Madrid, acrescentando ainda que “a manhã termina de uma forma lamentável que nos envergonha a todos”.

O jornalista que ficou sem microfone

O jornalista da CMTV, Diogo Torres, perguntou ao jogador: “Ronaldo, preparado para este jogo, hoje?” e, na sequência desta pergunta, o avançado da seleção portuguesa agarrou no microfone e atirou-o para o lago. Diogo Torres afirmou que não houve nenhuma tentativa de contacto por parte do jogador ou da Federação Portuguesa até ao momento.

A equipa da CMTV acompanhava a seleção nacional durante um passeio matinal, juntamente com outras equipas de redação. “Estava lá a RTP, a SIC, alguns jornais espanhóis”, afirmou Diogo Torres, acrescentando ainda que foi o único jornalista a tentar fazer uma pergunta ao capitão.

“Ele tem todo o direito a não responder, mas não tinha que atirar o microfone” disse Diogo Torres.

“Atropelo à liberdade de imprensa”

Um representante do Sindicato dos Jornalistas afirmou que o comportamento de Cristiano Ronaldo foi “um atropelo à liberdade de imprensa”. Luís Filipe Simões considerou o comportamento do capitão da seleção nacional “inaceitável”, acrescentando que o jogador tinha “toda a liberdade do mundo para não responder”, mas que o “comportamento agressivo de atirar um microfone para o lago não é tolerável”.

Segundo Luís Filipe Simões, o sindicato considera legítimo a CMTV apresentar queixa, “nem que seja pelo material danificado”.

O representante do Sindicato dos Jornalistas acrescentou ainda que, pelo que lhe tinha sido explicado, o jornalista estava num local onde não era permitida a entrada de jornalistas, mas que isso não justifica a ação do avançado.

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