A escolha não foi inocente, mas estratégica: a colaboração que mantém com a Boeing, no sentido de que as inovações alcançadas no domínio da fibra de carbono possam beneficiar tanto a indústria aeronáutica como a aeroespacial, levou a Lamborghini a eleger Seattle, cidade onde também está sediada a empresa norte-americana, como o local ideal para instalar o seu novo centro de pesquisa deste material tão leve quanto resistente.

O Countach Quattrovalvole foi, em 1986, o primeiro Lamborghini a fazer uso da fibra de carbono

O Countach Quattrovalvole foi, em 1986, o primeiro Lamborghini a fazer uso da fibra de carbono

O Laboratório de Estruturas Compósitas Avançadas (Advanced Composite Structures Laboratory – ACSL) passa a ser a divisão da Lamborghini responsável por investigar novas potencialidades para a fibra de carbono, as quais irão influenciar o desenvolvimento dos seus futuros modelos. Isso mesmo sublinhou o responsável máximo pela marca italiana, Stefano Domenicali, ao lembrar que o Countach Quattrovalvole foi, em 1986, o primeiro Lamborghini a fazer uso da fibra de carbono, material que “é um dos mais importantes factores-chave para o sucesso” dos automóveis Lamborghini “no presente, no passado e no futuro”.

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Para já, o chamado compósito forjado será um dos mais importantes desenvolvimentos a que se dedicará a pesquisa do ACSL, por reduzir substancialmente o tempo de produção necessário para dar forma aos componentes em fibra de carbono, por comparação com os métodos de fabrico tradicionais. Esta tecnologia foi estreada em 2010 no Sesto Elemento, superdesportivo produzido em série limitada, e conheceu diversas evoluções de forma a poder ser utilizada, a partir de 2013, tanto em aplicações estruturais como estéticas, nos modelos de produção em série da marca de Sant’Agata Bolognese.

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Mais recentemente, no passado Salão de Genebra, a mestria da Lamborghini no domínio da fibra de carbono ficou patente no Centenario, modelo criado para celebrar os 100 anos do nascimento do fundador da marca, Ferrucio Lamborghini, e do qual serão produzidos somente 20 exemplares da versão coupé e outros tantos da variante roadster. Uma das suas características distintivas assenta na carroçaria integralmente construída em fibra de carbono totalmente exposta. Mas o Centenario apresenta ainda outros argumentos convincentes: tem um motor V12 com 770 cv, atinge 350 km/h de velocidade máxima e vai dos 0 aos 100 km/h em 2,8 segundos.