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A AquaGreen Dispositions, uma funerária norte-americana, de Chicago, adotou um processo de “cremação sem chama” que é, de acordo com a empresa, a forma mais “verde” de fazer um funeral.

O processo “oferece às famílias a oportunidade de dar um último contributo ao ambiente em nome dos seus entes queridos”, explica o site da empresa.

Este processo utiliza uma solução de água e um produto alcalino para “acelerar a decomposição natural”, derretendo o corpo e deixando apenas resíduos minerais dos ossos. Estes resíduos são entregues às famílias, numa urna, tal como numa cremação normal. A empresa recorda que muitas instituições “escolheram este processo para corpos doados à ciência, durante muitos anos”.

De acordo com a AquaGreen Dispositions, este processo tem uma série de vantagens ambientais. A hidrólise alcalina, nome científico do processo, usa menos 85% de energia em relação a uma cremação normal. Além disso, esta cremação sem chama não destrói implantes médicos, que “podem ser reciclados”, e não liberta poluição relativa aos implantes dentários, que contêm mercúrio.

Em menos de duas horas, o material orgânico do corpo é totalmente dissolvido. Os restos sólidos são entregues à família, mas o líquido resultante da dissolução é enviado para Ontário, no Canadá, local de origem da empresa, onde é despejado na rede de esgotos.

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