A assembleia venezuelana, onde a oposição ao governo de Maduro é maioria, pediu a colaboração do Ministério das Finanças espanhol e da Unidad de Delincuencia Económica y Fiscal e da polícia judiciária para investigar o Podemos.

A oposição venezuelana afirma que o governo de Hugo Chávez terá ajudado a financiar a criação do Podemos através da atribuição, entre 2003 e 2011, de 7,16 milhões de euros ao Centro de Estudos Políticos e Sociais, associação que está na origem do partido espanhol.

A assembleia venezuelana pediu também a Pablo Iglesias, Íñigo Errejón, Juan Carlos Monedero e a outros fundadores do Podemos para testemunharem no caso, no dia 6 de julho, adianta o El Mundo.

A hora do testemunho pode ser alterada, caso alguns dos visados não possa comparecer na hora e data marcada: 6 de julho a partir das 11h00, em Caracas.

Pablo Iglesias afirmou que não irá à Venezuela para testemunhar e negou qualquer ligação entre o financiamento do Podemos e o governo venezuelano.

Segundo a lei venezuelana, depois de receberem uma notificação para testemunharem num caso, os destinatários têm “10 dias úteis para responder, mais um dia por cada 200 quilómetros de distância” entre o local de envio da notificação e o local onde esta foi recebida para responderem à notificação. Caso esse prazo seja ultrapassado, ou a resposta seja negativa, cada um dos visados têm o mesmo período de tempo para “explicar as suas razões para não comparecer em tribunal”.