Bastava a Islândia não ter marcado aquele golo nos descontos e outro galo cantaria. Com o empate arrancado a ferros frente à Hungria, Portugal teria ficado em segundo lugar do Grupo F. Melhor para nós, certo? Bom, depende da perspetiva. É que os islandeses agora vão bater-se com a Inglaterra e os portugueses medem forças com a Croácia.

Portugal até costuma dar-se bem com os ingleses. E a Croácia, já se viu, não é flor que se cheire. Venceu o grupo D com sete pontos e, com a vitória na última jornada, obrigou a Espanha a defrontar a Itália já nos oitavos.

Aquele golo da Islândia atirou a seleção nacional para o terceiro lugar do grupo e para os braços dos croatas. Se Portugal os vencer, vai encontrar nos quartos-de-final um adversário bem mais fácil do que se tivesse ficado em segundo. Confuso? Ora vejamos:

  • Os vencedores do Itália – Espanha e do Alemanha – Eslováquia encontram-se nos quartos-de-final
  • O vencedor do Inglaterra – Islândia vai encontrar nos “quartos” o vencedor do jogo entre a França e a Irlanda do Norte, a Turquia ou o terceiro do grupo E, que pode ser a Suécia ou a República da Irlanda

Portanto, em teoria, se Portugal tivesse ficado no segundo lugar do grupo e batesse a Inglaterra, encontraria nos quartos-de-final a França, se os gauleses se portarem bem nos oitavos. E depois, batida a França, encontraria o vencedor de um hipotético Alemanha – Espanha

Assim, as coisas facilitam-se. Em teoria, pelo menos. Portugal joga com a Croácia no sábado e, se ganhar, encontra nos “quartos” o vencedor do Suíça – Polónia. Este lado favorável do mapa ditará, se as coisas continuarem a correr bem, um encontro com uma destas seleções nas meias-finais: País de Gales, Hungria, Suécia, Itália, Albânia, Irlanda do Norte, Bélgica. Quanto a este último lote, há muitas incertezas porque ainda se joga o Grupo E, que ajudará a definir os terceiros lugares…