O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Timoleón “Timochenko” Jiménez, assinaram esta quinta-feira o acordo de cessar-fogo que irá terminar com 50 anos de conflito armado. O documento foi assinado durante uma cerimónia em Havana, em Cuba, onde esteve presente o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

Apesar de o acordo de paz definitivo ter de ser aprovado em referendo pelos cidadãos colombianos, a assinatura do cessar-fogo é um passo importante no sentido de terminar com um conflito que já provocou mais de 250 mil mortos. As FARC declararam um cessar-fogo unilateral há 11 meses, reduzindo assim a intensidade do conflito. Até agora, o governo colombiano tinha recusado por fim à ofensiva terrestre.

O acordo hoje assinado foi anunciado na quarta-feira através de um comunicado, onde se podia ler que o governo colombiano e as FARC tinham chegado com “sucesso a um acordo”, que inclui “o abandono das armas, garantias de segurança e luta contra as organizações criminosas responsáveis por assassinatos e massacres ou que atentem contra defensores dos direitos humanos”.