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Brexit

Brexit. “Agora é a nossa vez”, clama a extrema-direita europeia

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Os partidos mais extremistas em alguns países europeus estão a aproveitar o balanço da vitória do Brexit para pedir referendos à permanência na UE: em França, Holanda e Itália já há discórdia.

SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty Images

Autor
  • Nuno André Martins

“Agora é a nossa vez”, foi assim que Geert Wilders, fundador e líder do Partido para a Liberdade holandês, um partido eurocético e anti-imigração, reagiu à vitória do Não à União Europeia nas urnas na noite passada. O sentimento está a ser reproduzido pela extrema-direita e pela direita populista na Alemanha, França, Itália, Holanda, Áustria e Grécia.

Com muitos olhos focados nas consequências económicas da decisão dos eleitores britânicos, o presidente do Conselho Europeu alertou esta manhã para as consequências políticas desta decisão e disse que os restantes 27 países estavam empenhados na União Europeia. Mas a extrema-direita está a apanhar a boleia da vitória do Brexit para clamar vitória e exigir referendos em mais países.

Em França, Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional, diz que a vitória do Brexti é uma “vitória da Liberdade” e exige um referendo não apenas em França, mas também nos restantes países da União Europeia.

O holandês Geert Wilders declarou logo vitória, dizendo que se trata de um momento histórico “que pode ter consequências enormes para a Holanda e para o resto da Europa”. “Agora é a nossa vez. Penso que deve ser dada a oportunidade ao povo holandês de falar num referendo”, acrescentou.

Na Alemanha, a líder do Alternative Für Deutschland, o partido de direita conservadora e anti-imigração, diz que o resultado é um tiro de aviso à União Europeia para acabar com a experimentação quasi-socialista, caso contrário haverá mais saídas. O partido não pede um referendo, mas fala de um regresso à Europa dos países fundadores, na mesma altura em que a Alemanha está a convocar uma reunião com os seis fundadores da União Europeia. Já a deputada europeia do mesmo partido, Beatrix von Storch, congratula-se dizendo que se trata de “um dia histórico”. “É o dia da independência do Reino Unido. As pessoas foram ouvidas – e decidiram. A União Europeia como união política falhou”.

Em Itália, o líder da Liga do Norte, Matteo Salvini, também celebrou o resultado, depois de anos a ganhar popularidade com um programa eurocético e anti-imigração: “Hurrah pela coragem dos cidadãos livres! Coração, cabeça e orgulho vencem as mentiras, as ameaças e a chantagem. Obrigado Reino Unido, agora é a nossa vez”.

Na Áustria, Norbert Hofer do Partido da Liberdade, um partido de direita conservadora, foi mais comedido e disse apenas que nos próximos dias os líderes irão perceber o significado da decisão.

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Não, eu não elegi este governo. Mas o meu país o fez. Parte por acreditar na política do ódio, parte por ignorância, parte por ser vítima das tantas fake news produzidas ao longo do processo eleitoral

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