E cá estamos outra vez. Espanha vota pela segunda vez em pouco mais de seis meses para eleger um Governo que tem demorado a aparecer. A razão? Resultados pulverizados, por um lado. E, por outro, a falta de entendimento entre os quatro maiores partidos de Espanha: os tradicionais PP e PSOE e os emergentes (e cada vez mais estabelecidos) Ciudadanos e Podemos.

Fomos às ruas de Madrid falar com alguns espanhóis (e não só) para saber o que pensam destas eleições e como votaram. Embora a nossa recolha não serve de sondagem, ficam três coisas. A primeira, é a de que o voto útil no PP, frequentemente citado como um “mal menor”, é uma realidade. A segunda é que muitos querem que finalmente os políticos espanhóis cheguem a um acordo. E a terceira é que, de todas pessoas com quem falámos, apenas uma, que não aceitou dar nome nem ser fotografada, votou no PSOE. “E é pela última vez”, disse-nos enquanto caminhava com pressa na Puerta del Sol. “É a última oportunidade. Se não der certo, passo-me para o Podemos.” Mas é também do Podemos que muitos falam, tanto com desdém como com receio.

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