Deverá consumir três anos a reconstrução do automóvel com que o fundador da marca do “double chevron”, André Citroën, se lançou, em 1922, na aventura de atravessar o Deserto do Saara. A iniciativa é da associação Des Voitures & des Hommes que, em parceria com o Museu das Artes e Ofícios e com a Citroën Héritage, decidiu lançar o repto de reconstruir o modelo passados 93 anos sobre o feito.

O projecto assume uma dimensão pedagógica, já que os estudantes da Escola Nacional Superior das Artes e Ofícios (ENSAM) terão como missão fazer um modelo do Escaravelho de Ouro original e desenhar todos os planos, enquanto a reconstrução da carroçaria e do motor será entregue a um segundo grupo de alunos, do Liceu dos Ofícios do Automóvel e do Transporte Castelo de Epluches.

O lançamento operacional do projeto “Escaravelho de Ouro, um desafio para a juventude” está agendado para o próximo dia 1 de Setembro, data a partir da qual o Scarabée d’Or ficará exposto no campus da ENSAM de Clury, em França.

CITROEN_SCARABEE_D_OR_CONVOI SAHARA

À frente de uma expedição composta por cinco unidades desta lagarta automóvel, André Citroën cobriu mais de 3.200 km entre Touggourt e Timbuktu, atravessando, ao longo de 21 dias, entre 17 de Dezembro de 1922 e 7 de Janeiro de 1923, aquela que é uma das paisagens mais áridas do planeta. A sua epopeia foi, de resto, o prelúdio para as famosas “Croisières Noire” e “Croisières Jaune” da Citroën que se seguiram, em 1924 e em 1931.