O Grupo VW vendeu 4,2 milhões de unidades, a nível global, de Janeiro a Maio do ano em curso, o que representa um aumento de 0,8% face à sua performance comercial em idêntico período de 2015. Os mercados com maior peso foram o europeu (1,8 milhões de unidades vendidas) e o da Ásia-Pacífico ( 1,7 milhões de unidades), se bem que, por países, a China lidere por larga margem, tendo assegurado, por si só, a venda de 1,56 milhões de automóveis ao Grupo VW nos cinco primeiros meses de 2016.

Estes resultados são tanto mais significativos quanto se sabe que a divisão de automóveis de passageiros da VW continua a ser a marca com maior peso nas vendas do Grupo (2,4 milhões de unidades), mas também a única que registou uma evolução negativa neste período (-1,7%). No extremo oposto, o desempenho da Audi (+5,3% e 784 mil unidades vendidas), da Skoda (+4,6% e 470 mil unidades vendidas) e da Porsche (+4,9% e 97 mil unidades vendidas).

Ainda a recuperar do escândalo das emissões, a VW continua a registar uma queda das vendas, mas de modo menos acentuado do que até aqui. Em Maio passado, o decréscimo, a nível global, foi de apenas -0,7%, bem melhor do que o retrocesso acumulado nas vendas relativas desde o início do ano.

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Também para a VW a China continua a ser o mercado mais importante, pois só aí vendeu 1,1 milhões de automóveis entre Janeiro e Maio, um aumento de 4,7% face a 2015, com a berlina Lavida a colher a preferência da maioria dos consumidores. No mercado europeu, o segundo com maior peso nas vendas da marca, praticamente não houve alteração neste período face ao ano passado, se bem que a tendência seja já de crescimento, tendo em conta o aumento de 1,6% das vendas registado no mês passado.

Aliás, a avaliar por Maio, as perspectivas de futuro para a VW parecem promissoras, tendo em conta que apenas dois mercados registaram uma quebra de vendas, mas qualquer deles com um peso relativo na performance global da marca: América do Norte (-8,2%) e América do Sul (-24,3%). Para este último valor foi determinante a baixa de vendas de -31,5% verificada no Brasil, muito por culpa do difícil momento político, social e económico que se vive naquele país.