O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, mostrou-se este domingo confiante numa vitória do partido nas autárquicas de 2017, admitindo que a preocupação dos sociais-democratas não se esgota nessas eleições, mas centra-se no futuro do país.

“Creio que está ao nosso alcance, embora saibamos que esse é um resultado difícil, ganhar as eleições autárquicas”, afirmou o ex-primeiro-ministro, no encerramento da convenção autárquica distrital do PSD de Lisboa, que decorreu este domingo em Cascais.

Considerando que as autárquicas são “muito importantes” para o próximo ciclo de governação local, Passos Coelho disse que “o tempo até essas eleições ocorrerem é também um tempo muito importante para Portugal” que “não se esgota, do lado do PSD, na preocupação das eleições autárquicas”.

“Eu hoje estou preocupado com o que se passa no nosso país”, afirmou Pedro Passos Coelho, criticando o atual governo socialista (com apoio parlamentar do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes) por ter “invertido uma tendência positiva”, pela relação com a União Europeia e pela “demagogia barata”.

Para o líder do PSD, o atual executivo liderado por António Costa “governa não a pensar na prosperidade, mas no discurso. Como se estivesse empenhado em eleições daqui a três, quatro ou cinco meses. E não como quem está a pensar no país que vamos ter daqui a três ou quatro anos”.

E defendeu: “Se estivesse preocupado com país, estaria a governar o país de forma totalmente diferente.”

“A política não se faz para conquistar câmaras e freguesias, para poder dizer que temos um maior número do que os outros. Faz-se porque aquilo que nos move é a ideia de que temos um bom projeto”, salientou.

Pedro Passos Coelho insistiu ainda na crítica ao Bloco de Esquerda, que afirmou que, caso a Comissão Europeia avance com sanções contra Portugal por défice excessivo, colocará na agenda um referendo em Portugal sobre a Europa.

“Nós hoje temos partidos que estão na solução do Governo e que acham que podem instrumentalizar os portugueses nas suas bravatas contra a União Europeia. Se houver sanções nós ameaçamos com referendo. Sentido de responsabilidades com que é posta. O que eu vi hoje do Bloco de Esquerda mostra a enorme desconsideração com que se olha para os portugueses. Os portugueses são instrumento da sua luta política, não o objetivo da sua luta política”, comentou o líder do PSD.