O verão começou oficialmente, o que significa que abriu a época dos voos para destinos de férias, para uma escapadinha de fim de semana ou mesmo para quem vai à descoberta de aventuras nos próximos meses de calor. Independentemente do destino, preparar um bom kit de beleza para a viagem é tão importante quanto garantir que não se esquece do cartão de cidadão em casa. Mas antes de chegar ao local de sonho de desembarque, vem a pior parte: longas horas sentada num avião apertado, apinhado de gente e a respirar ar seco.

Não temos a solução para a criança do banco de trás que vai sempre a gritar e a bater com os pés nas suas costas — há que ter alguma paciência –, mas podemos dar alguma ajuda na sensação horrorosa de olhos pesados, pele repuxada e lábios gretados. Muita gente não pensa no que o tempo que passa no ar vai fazer à pele: secá-la, desidratá-la e danificá-la intensamente porque o ar dentro do avião é seco, a humidade é baixa e ainda sofremos com a pressurização (o bombeamento de ar que mantém a pressão dentro do avião adequada ao corpo humano em altitudes elevadas).

O impacto de um voo na nossa pele

Durante um voo, a pele perde muita água e começa a ficar ressequida. Com a ajuda de Renée Rouleau, guru dos cuidados de pele, o site Refinery29 explica o que se passa lá em cima: sempre que um ambiente não tem humidade (como o ar que circula dentro de um avião), o que acontece é que o próprio ar vai sugar humidade de onde quer que possa, incluindo a pele. Isto significa que as peles secas vão ficar cada vez mais secas ao longo das horas e as oleosas cada vez mais oleosas para compensar a desidratação que estão a sofrer.

Como forma de provar quão seco é o ar, Rouleau fez uma experiência, usando uma t-shirt molhada. No quarto de hotel, a t-shirt demorou uma hora e 47 minutos a secar. No avião, secou em 24 minutos. Esta experiência serve para reforçar a atenção que se deve dar à pele em altitudes elevadas. As células da pele são como peixes: precisam de água para viver. Isto não significa que mais vale apanhar um barco, um autocarro, um comboio e trocar um voo de 10 horas por uma viagem de três dias por terra. Mas há que, simplesmente, garantir que a pele está 100% protegida durante a sua incursão pelo ar.

10 formas de manter a sua pele segura durante um voo

Não usar maquilhagem. É logo a primeira coisa em que tem de pensar. Nunca reparou nas celebridades e nas bloggers em aeroportos sempre de cara lavada? A maquilhagem nas condições secas de um avião irrita a pele.

Aplicar um sérum antes de embarcar. E, neste caso, um sérum de hidratação potente porque vai atuar profundamente e hidratar dentro das camadas da pele, criando uma espécie de barreira que ajuda a reter a humidade na pele.

Aplicar um protetor solar. Pode parecer um disparate aplicar protetor solar mas, na verdade, vai proteger a pele exposta ao ar seco do avião. Além disso, durante um voo estamos mais perto do sol (mesmo que não estejamos diretamente como na rua) e a pele é exposta aos raios solares que passam pelas janelas.

Use e abuse das águas termais. Alguns especialistas não aconselham a água termal porque, ao ser vaporizada, vai ser imediatamente “roubada” pelo ar seco. Outros defendem que criam uma camada extra de hidratação entre a pele e o ar reciclado. A nossa sugestão? Uma, duas, três, dez, 20 borrifadelas de água termal não fazem mal a ninguém e mais vale usar.

Aplique uma máscara. Acredite, o vizinho do banco do lado não se vai preocupar nem olhar. Hoje em dia, já existem inúmeras máscaras transparentes (como as individuais da Sephora) que atuam durante horas para hidratar. Em voos de longo curso durante a noite, vão ser a sua boia de salvação para não acordar com a pele a estalar.

Os bálsamos labiais devem estar no seu bolso. Porque os lábios sofrem tanto como a pele e, regra geral, são a primeira sensação de secura que vai ter ao fim de 20 minutos no avião. Aplicar constantemente bálsamo labial evita gretas e secura.

Não se esqueça das mãos. Ao estarem constantemente expostas — enquanto joga no telefone, folheia uma revista ou escreve no computador — tendem a secar e a ficar irritadas, como que gretadas durante o inverno.

Tenha sempre à mão toalhitas que absorvem a oleosidade. E isto é fundamental para quem tem pele oleosa. Em voos mais longos é importante reduzir a oleosidade porque, ao estar a desidratar, a pele produz mais e mais óleo para se proteger. E a oleosidade é um terreno fértil para as bactérias e, neste caso, pode significar um “olá borbulhas” quando aterrar.

Beba muitos líquidos. Ao hidratar o corpo, também ajuda a manter a hidratação da pele. E por líquidos queremos dizer águas, chás, infusões, e não álcool, refrigerantes ou café. A revista Condé Nast Traveler diz que a regra de ouro é uma garrafa de água de tamanho normal por hora de voo — parece muito, nós sabemos, e provavelmente implica muitas deslocações à casa de banho. Mas evita que, nos seus primeiros três dias de férias, tenha a pele numa desgraça.

Limpe bem a pele depois do voo. A primeira coisa que deve fazer quando chegar ao seu destino é limpar muito bem a pele, esfoliar para tirar todas as impurezas que se acumularam e aplicar um hidratante calmante para reverter os efeitos do voo.