O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, disse esta terça-feira que alguns dos resultados alcançados no fim de semana por atletas lusos “são bons indicadores” para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

“Há um conjunto de resultados que nos dão expectativas positivas para aquilo que possa ocorrer no Rio. Ainda este fim de semana houve um conjunto de resultados que são bons indicadores. Oxalá depois no Rio se possam concretizar as indicações que nos têm revelado estes resultados”, disse.

No fim de semana, Fernando Pimenta sagrou-se campeão europeu de K1 1.000 e 5.000 metros (a segunda distância não é olímpica), Telma Monteiro e Célio Dias conquistaram o bronze no Grand Prix de Budapeste de judo, a cavaleira Luciana Diniz venceu o concurso de saltos de Roterdão e Tiago Ferreira sagrou-se campeão do mundo de maratonas de BTT.

À margem da assinatura de um protocolo entre o COP e a TAP, José Manuel Constantino fez “um balanço positivo quer no número de atletas, quer no número de modalidades” apuradas para os Jogos, recordando que o número de 87 atletas apurados é superior ao de presentes em Londres 2012 (76).

“Eu tenho dito que há cinco, seis modalidades em que os resultados admitem que esses atletas podem lutar por posições de pódio. Se o vão conseguir ou não… eu desejaria que o conseguissem. Se o vão conseguir em todas não sei (…). A canoagem, o futebol, o judo, o atletismo, o ténis de mesa, o taekwondo, não sei se me estou a esquecer de alguma, mas nestes há de facto resultados, há campeões da Europa, há campeões do mundo, portanto isso cria uma expetativa quando à possibilidade de eventualmente poderem vir a lutar por posições de pódio”, afirmou.

Sobre as notícias que davam conta de vários clubes estarem a rejeitar ceder jogadores à seleção de futebol, Constantino considerou que “a Federação Portuguesa de Futebol e o selecionador nacional estão naturalmente focados em levar aos Jogos do Rio de Janeiro os melhores atletas”.

“Naturalmente estão a dialogar com os clubes no sentido de se encontrarem boas soluções para este tipo de problema, que de facto os clubes têm, porque são muitos atletas, não são apenas atletas que competem na seleção portuguesa, mas também jogadores de outras seleções, pelo que é natural que os clubes tenham alguma reserva, alguma apreensão”, referiu.

Também presente na cerimónia, o ginasta Diogo Abreu, que conseguiu recentemente duas finais em Taças do Mundo de trampolins, apontou aos oito primeiros nos Jogos.

“[Medalhas] É sempre possível, estamos a treinar para isso. Estamos a competir contra potências mundiais que têm outro tipo de investimento na ginástica. É sempre possível, mas primeiro vou apontar para a final que são os oito primeiros”, disse.

Sergiu Oleinic assumiu que a equipa de judo “está forte e bem preparada para enfrentar o desafio”, como provam as medalhas de Telma Monteiro e Célio Dias no regresso após lesões.

“Eu falo por mim, são os meus primeiros Jogos e é um sonho de há 30 anos, desde que nasci praticamente. Não estou a sentir pressão nenhuma. Às vezes as pessoas dizem-me ‘já concretizaste o teu sonho’, mas não, o meu sonho não é estar apenas apurado, é estar bem, lutar bem para subir ao pódio mais alto”, referiu.

A pouco mais de um mês de se estrear nos Jogos, Tsanko Arnaudov, recordista nacional do lançamento do peso, assume alguma ansiedade, porque os Jogos são “a ‘Champions League’ do futebol, são o topo do atletismo”.

“Tenho expectativas elevadas, são os meus primeiros Jogos e espero conseguir demonstrar aquilo que tenho feito durante todo este tempo, para fazer uma boa prestação”, referiu, preferindo não estabelecer um lugar a atingir, porque o lançamento do peso “é muito imprevisível”.