A companhia aérea Ryanair não vai criar novas rotas de e para o Reino Unido a partir do próximo ano, mesmo tendo planos para introduzir 50 novos aviões em 2017.

A informação foi adiantada por Michael O’Leary, o presidente da empresa irlandesa, numa entrevista concedida ao Wall Street Journal, citada pelo El Español. O presidente da companhia aérea afirmou que vai “deslocar os negócios da Ryanair” para a União Europeia.

Esta decisão surge na sequência da queda na bolsa que as companhias aéreas sofreram depois de ser conhecido o resultado do referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE.

A Ryanair deve recuperar 3% na bolsa, esta terça-feira, depois de ter verificado uma queda na ordem dos 23% desde o Brexit, na passada sexta-feira.

O valor das ações da International Airlines Group (IAG) caiu cerca de 40%, tendo a empresa perdido 6.000 milhões de euros na bolsa, em apenas duas sessões, desde sexta-feira.

A EasyJet verificou as quebras mais elevadas em doze anos, depois do Brexit.

O’Leary referiu que se esperam “três ou quatro meses de incerteza”, comparando os efeitos económicos do Brexit aos efeitos que os ataques 11 de setembro de 2001 tiveram nos mercados.

A Ryanair transporta mais de 100 milhões de passageiros por ano. Cerca de 40% das viagens da companhia são feitas em rotas que incluem o Reino Unido.