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Governo desmente Schäuble: Portugal não vai pedir resgate

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O Ministério das Finanças garantiu esta quarta-feira que Portugal não pondera pedir nenhum resgate, ao contrário do que chegou a dizer o ministro alemão. E fez questão de falar em "responsabilidade".

O Ministério das Finanças, tutelado por Mário Centeno, garante que o Governo continuará a trabalhar com "serenidade" e "responsabilidade"

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Margarida Peixoto
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O Governo português não está a ponderar pedir nenhum resgate, garantiu esta quarta-feira o Ministério das Finanças, num comunicado enviado às redações. Depois de o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, ter dito, e desdito, que Portugal se preparava para pedir um novo resgate, o ministério de Mário Centeno desmentiu o governante alemão.

O Ministério das Finanças esclarece que não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito”, lê-se no comunicado.

Depois de reiterar o empenho no “cumprimento dos seus compromissos europeus, parlamentares e, acima de tudo, com os portugueses”, o Governo faz questão de lembrar o momento que a União Europeia atravessa na sequência do Brexit, bem como a “responsabilidade” que ele exige:

No atual momento que a Europa atravessa o Governo continuará a trabalhar com a serenidade e a responsabilidade que o projeto europeu exige.”

O Ministério das Finanças garante ainda que “continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos” e lembra os dados da execução orçamental conhecidos até ao momento, defendendo que são “o mais recente sinal disso”.

O alarme sobre a economia portuguesa foi lançado esta tarde, na sequência de declarações do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, sobre a necessidade de Portugal pedir um novo resgate.

Segundo a Bloomberg, o Governante começou por dizer que Portugal vai pedir “um novo programa e vai tê-lo”. Minutos depois, emendou a mão, esclarecendo que o que quis dizer é que “Portugal não quer um novo programa e não vai precisar dele, se cumprir as regras europeias que obrigam à consolidação orçamental e à redução do défice.” Ainda assim, reforçou que “Portugal tem de cumprir as regras ou corre o risco de entrar em dificuldades.”

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