A terceira geração do C3 chega ao nosso país no início de Novembro, com uma estética revolucionária, muito em linha com o que se pode esperar dos futuros modelos da Citroën. Apesar de se apoiar em algumas soluções estilísticas já vistas no C4 Cactus, como as protecções laterais macias (Airbump), o novo utilitário francês não se apresenta como um veículo simples e, consequentemente, barato, mas sim como um produto sofisticado e inovador. E, como se isto não bastasse, lança os alicerces para os sete novos modelos que a Citroën vai lançar nos próximos anos, quatro dos quais até 2019.

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À primeira vista o novo C3 atrai, mas deixa-nos na dúvida. O que é bom. Tem as dimensões de um utilitário, com 3,99 m de comprimento, mas parece mais encorpado, com os plásticos de cor escura que lhe protegem os guarda-lamas, embaladeiras e as zonas inferiores de ambos os pára-choques a conferirem-lhe um certo ar de SUV, ou crossover, precisamente o tipo de veículo mais apetecido ao mercado nacional. As Airbump com seis almofadas de ar – presentes em todas as versões no lançamento em Portugal e apenas nas mais equipadas a partir daí – apenas reforçam este posicionamento.

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Outra das novidades no C3 tem a ver como a sua imensa capacidade de se adaptar ao gosto de cada cliente, que têm à disposição uma série de cores – nove para a carroçaria e três para o tejadilho, que pode ainda assumir decorações específicas, uma delas a relembrar o “Space Invaders”, um dos primeiros videojogos de há décadas atrás. As capas dos retrovisores exteriores e os plásticos que envolvem os faróis de nevoeiro também podem mudar de tom, à medida do freguês.

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Ênfase na personalização e no conforto

"Big Brother" da Citroën

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O ConnectedCAM Citroën é um dispositivo desenvolvido pela marca e estreado no C3, que funciona como uma espécie de “Big Brother” ao serviço do condutor. Grava tudo o que acontece à frente do veículo, através de uma câmara de vídeo grande angular (120º), colocada junto ao retrovisor interior e apontada para a frente. O sistema regista os vídeos em “full HD” de forma contínua, numa memória interna de 2 GB, guardando os 30 segundos antes de qualquer evento ou acidente, bem como os 60 segundos que se seguem. Mas pode também guardar vídeos de paisagens deslumbrantes, com o condutor a poder igualmente tirar fotografias, para depois postar nas redes sociais. Quando estiver parado, é claro.

Se o exterior é personalizável, o habitáculo não lhe fica atrás, disponibilizando quatro ambientes distintos (Normal, Metropolitan Grey, Urban Red e Hype Colorado), para o que contribuem os tecidos que revestem os bancos e o tablier. Este, à semelhança do Cactus, exibe linhas vincadamente horizontais, que reforçam a sensação de espaço. E espaço para arrumar objectos não falta, nem na mala, que oferece 300 litros de capacidade, nem numa série de outros locais. A começar pelo porta-luvas, que disponibiliza mais 6,25 litros. A maioria dos botões a bordo foi deslocada para o ecrã táctil de 7” que, entre outras funções, controla o ConnectedCAM Citroën.

O vídeo ilustra o funcionamento deste sistema:

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O novo C3 assenta na nova plataforma A do Grupo PSA, que serve igualmente o Peugeot 208, mas recorre aos novos amortecedores da Citroën, que filtram melhor as vibrações do piso, melhorando o conforto e reduzindo o ruído.

Há cada vez mais construtores que colam os seus modelos a mensagens associadas a dinamismo ou a emoções, mas a marca francesa opta por regressar ao conforto como vector de comunicação, através do programa Citroën Advanced Comfort. Linda Jackson, CEO da marca, admite que “não é um tema tão ‘sexy’ quando as performances ou a potência, mas esta classe de veículos é sobretudo destinada à cidade, onde passamos muito tempo fechados dentro dos nossos automóveis, o que torna o conforto cada vez mais determinante”. Contudo, para tranquilizar os que gostam de se divertir ao volante, a responsável pela Citroën garante que “esta aposta não vai impedir” a marca de “conceber veículos desportivos, nem de competição”. Como aliás o prova o C3 WRC em avançado estágio de desenvolvimento, com o qual a Citroën vai competir, a partir de Janeiro, na próxima época do Campeonato do Mundo de Ralis.

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Obviamente, não falta equipamento para melhorar tanto o conforto como a segurança do C3, esta última através das ajudas ao condutor. Sobre isso não há nada a adiantar, pois ainda não está definido o que será incluído na gama portuguesa.

Certo é que as motorizações são já nossas conhecidas e todas elas recentes. As opções mais acessíveis são a gasolina, beneficiando dos serviços do motor Pure Tech de três cilindros e 1,2 litros, que aqui fornece três níveis de potência, respectivamente 68, 82 e 110 cv. A gasóleo surge apenas o 1.6 BlueHDI, com 75 e 100 cv, com caixa manual de série e automática em opção.

A apresentação dinâmica do C3 vai decorrer em Barcelona, em Outubro, poucas semanas antes da chegada do modelo ao nosso país, o que acontecerá no início de Novembro.

Entretanto, fique com o vídeo, onde é evidente o “target” a que este modelo aponta: um consumidor jovem, urbano e “cool”.

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