O comandante distrital da Proteção Civil de Faro disse à Lusa que os bombeiros “enfrentam dificuldades por falta de acessos” no combate ao fogo florestal que lavra desde 17h20 na Serra de Monchique, no barlavento algarvio.

O fogo que se desenvolve ativamente “numa grande frente” está a ser combatido apenas por cinco meios aéreos, já que 133 homens mobilizados e 39 veículos não têm condições para chegar junto à frente de fogo, disse Vaz Pinto, comandante distrital da Proteção Civil de Faro.

O responsável acrescentou que “alguns dos acessos estavam a dificultar a ação dos bombeiros devido a restos de eucaliptos e outras árvores deixadas pelos madeireiros”.

O fogo lavra no flanco oeste da serra de Monchique, no limite que divide os concelhos de Monchique e Aljezur, na região leste do Algarve.

No combate às chamas estão envolvidas três máquinas – duas de rastro e uma retroescavadora -, para abrir e limpar caminhos, possibilitando o avanço dos bombeiros para combater as chamas.

O fogo continua incontrolável, tendo Vaz Pinto admitido que se pode prolongar durante a noite.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, disse à Lusa, que “o fogo está a consumir uma área de mato, havendo habitações dispersas pela serra, mas que até ao momento não correm qualquer risco”.

A vila de Monchique localiza-se a 30 quilómetros da cidade de Portimão, no litoral, e a cerca de 35 da de Silves, no interior algarvio.