Não é o muro de Berlim, nem o que Trump pretende construir ao largo de toda a fronteira entre os Estados Unidos e o México, mas também está a gerar polémica. E a culpa é Mark Zuckerberg, que até agora dizia não gostar de muros.

Em relação à proposta de Trump, o CEO da Facebook criticou as “vozes temerosas que constroem muros e distanciam pessoas que veem como outros”.

Mas o que está em causa não é uma parede que pretende separar países e segregar populações, mas sim um muro de pedra que delimita uma propriedade privada. Zuckerberg comprou em 2014 um terreno com 240 hectares na ilha Kaua’i, a quarta maior do Havai. A propriedade tem uma plantação de cana-de-açúcar, uma quinta orgânica e acesso a uma praia, conta a BBC Mundo.

Zuckerberg achou por bem erguer um muro de quase dois metros nos limites do terreno. A população local não gostou da iniciativa.

Entre as queixas estão o facto de o muro tapar a vista para o mar e impedir que a brisa que vem do mar chegue ao resto da população. A construção começou há umas semanas e ainda não terminou, mas já há quem deixe bilhetes no muro a pedir que seja derrubado.

Nas redes sociais, são recuperadas antigas citações do multimilionário que evidenciam aquilo a que chamam a sua “hipocrisia”.

Mas mesmo entre a população local, há quem defenda que o fundador do Facebook tem direito a fazer o que quiser com a sua propriedade.

Mark Zuckerberg ainda não comentou a polémica, mas o porta-voz do projeto garante que “a barreira segue todos os regulamentos e a nossa equipa está empenhada em assegurar que qualquer desenvolvimento respeite a paisagem local e o ambiente, e que seja considerado com os vizinhos”.