Portugal vai voltar a emitir dívida de longo prazo em leilões e operações sindicadas no terceiro trimestre deste ano, segundo informou esta sexta-feira a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

“No próximo trimestre, o IGCP prevê emissões de OT [Obrigações do Tesouro] através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros por leilão”, anuncia a agência em comunicado.

De acordo com o IGCP, os leilões de Obrigações do Tesouro (OT) terão a participação dos Operadores de Mercado Primário (OMP) e poderão ser realizados às segundas, quartas ou quintas-feiras de cada mês, “após anúncio do montante indicativo e linhas de OT a reabrir até três dias úteis antes da respetiva data de leilão”.

A 20 de julho, o IGCP deverá reabrir uma linha de Bilhetes de Tesouro (BT) a seis meses e lançar uma linha a 12 meses (com montante indicativo entre 1.500 e 1.750 milhões de euros).

A 17 de agosto está prevista a reabertura de duas linhas de BT, uma a três meses e outra a 11 meses (com montante indicativo entre 750 e 1.000 milhões de euros), refere a instituição liderada por Cristina Casalinho.

Segue-se, a 21 de setembro, a reabertura de uma linha de BT a seis meses e o lançamento de uma outra a 12 meses (com o montante indicativo entre os 1.500 e os 1.750 milhões de euros”.

O IGCP afirma que vai acompanhar “ativamente a evolução das condições de mercado”, podendo “introduzir ajustamentos” a este programa de financiamento para o terceiro trimestre.