Maria das Neves, candidata as eleições presidenciais de 17 deste mês em São Tomé e Príncipe, disse hoje que a pobreza extrema no país se deve à “falta de entendimento” entre o Governo e o Presidente da República.

“Se é um país que tem tantas potencialidades porquê tanta pobreza, por que razão temos tantos homens e mulheres no desemprego, a procura de pão para pôr na mesa para seus filhos, porque temos crianças e jovens sem esperança no futuro”, questionou a candidata, a única dos cinco concorrentes que hoje, primeiro dia de campanha eleitoral fez um comício.

“Tudo isso porque não há entendimento no nosso país, e isso está a obstaculizar o nosso desenvolvimento. Há falta de entendimento entre os órgãos de soberania e isso não pode continuar assim”, acrescentou Maria das Neves, que promete uma “relação harmoniosa” com o Governo se vencer as presidenciais.

Maria das Neves falava na localidade de Oque-del-Rei, que três quilómetros da capital do país.

“Programamos apenas uma concentração com os nossos apoiantes, seguida de uma passeata. Mas acabamos por fazer este pequeno comício”, explicou.

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Com uma campanha cujo lema é “Juntos pela estabilidade e reconciliação nacional”, a candidata acredita que esse lema pode ajudar conquistar “a confiança dos são-tomenses, relançar a economia e garantir o bem-estar da população”.

“Entrei nessa luta porque acredito que é possível acabar com a pobreza no país e porque acredito que os são-tomenses podem encontrar dias melhores”, disse.

As campanhas para as eleições presidenciais arrancaram hoje em São Tomé e Príncipe praticamente sem cartazes, pendões ou ‘outdoors’ nas ruas da capital.

Em toda a cidade de São Tomé, só se veem três ‘outdoors’ com a fotografia de Evaristo de Carvalho, candidato da Ação Democrática Independente (ADI), partido no poder em São Tomé e Príncipe e um de Maria das Neves.

Maria das Neves tem mais dois ‘outdoors’ colocados, um perto do aeroporto internacional de São Tomé e outro em Bobo forro, três quilómetros fora da capital.

Evaristo de Carvalho arrancou a sua campanha com um passeio no distrito de Cantagalo, tendo percorrido oito localidades da sua terra natal.

Fonte da candidatura do atual chefe de Estado e recandidato ao cargo, Manuel Pinto da Costa, disse à Lusa que “houve um ligeiro atraso na chegada ao país dos materiais de campanha”.

“Mas a campanha está a começar agora e nós praticamente ainda não começamos”, concluiu.