A explosão de um carro armadilhado na madrugada deste domingo, no bairro de Karrada, uma zona comercial do centro de Bagdade, fez pelo menos 125 mortos e 147 feridos, segundo a última atualização feita pelas autoridades policiais. Entre as vítimas mortais, 25 eram crianças.

Poucas horas depois, explodiu uma bomba no bairro de Shaab, também em Bagdade, resultando na morte de uma pessoa e causando cinco feridos.

O Estado Islâmico reivindicou o primeiro ataque e a autoria do segundo ainda está por determinar.

Segundo fonte policial, citada pela EFE, o carro-armadilhado explodiu em frente a uma conhecida e antiga loja de gelados, no bairro comercial de Karrada, onde havia uma grande concentração de pessoas para fazer compras na véspera do final do mês sagrado muçulmano do Ramadão.

O Estado Islâmico indicou que um dos seus bombistas suicidas lançou o ataque visando uma concentração de xiitas, segundo a rede de vigilância dos movimentos jihadistas SITE, com sede nos Estados Unidos, que monitoriza portais islâmicos.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, foi ao local do atentado horas depois do incidente. Segundo a Associated Press, foi recebido com gritos de “ladrão”, por parte de uma multidão descontente.

O representante das Nações Unidas no Iraque, Ján Kubiš, disse que os ataques foram “um ato cobarde e repulsivo com proporções ímpares, com o objetivo de atingir civis pacíficos nos últimos dias do Ramadão, inclusive pessoas que se preparavam para celebrar o Eid-ul-Fitr”, disse em referência ao dia que marca o final do Ramadão.

O Iraque tem sido palco de uma onda de violência desde que aquele grupo extremista tomou partes da região do Norte e Oeste do país em junho de 2014. Segundo dados da Missão da ONU no Iraque (UNAMI), 662 iraquianos foram mortos e 1 457 ficaram feridos em atos de terrorismo, violência e relacionados com o conflito armado no país em junho.