A Comissão Europeia insistiu que uma decisão sobre os défices excessivos de Portugal e Espanha será tomada, tal como previsto, “no início de julho”, sem se comprometer com datas específicas e escusando-se a comentar eventual novo adiamento.

“Tal como anunciado na nossa comunicação de 18 de maio, a Comissão voltará à situação orçamental em Portugal e em Espanha no início de julho”, disse hoje à tarde à Lusa um porta-voz do executivo comunitário, quando questionado sobre a calendarização das decisões que Bruxelas deve adotar no quadro dos Procedimentos por Défice Excessivo (PDE) a Portugal e Espanha, e numa altura em que surgem notícias sobre novo adiamento do “veredicto”.

A decisão, já adiada a 18 de maio, estava prevista para a reunião semanal do colégio da Comissão nesta primeira semana de julho, a ter lugar na terça-feira em Estrasburgo, mas o próprio executivo comunitário já se escusara hoje a confirmar se o assunto faz parte da ordem de trabalhos, insistindo que o que ficou decidido, e será feito, é tomar uma decisão “no início de julho”.

No domingo, vários órgãos de comunicação social, citando a Reuters, noticiaram que a Comissão estaria na disposição de dar mais três semanas a Portugal e Espanha para proporem medidas de correção do défice e evitarem desse modo sanções, adiando assim uma decisão para 27 de julho.

Já hoje, a agência noticiosa espanhola Efe, citando fonte comunitária, avança que a Comissão decidiu adiar para quinta-feira um veredicto sobre a falta de “medidas efetivas” de Portugal e Espanha para corrigirem os respetivos défices, mesmo que o debata na terça-feira em Estrasburgo, o que provavelmente levará a que o Conselho de ministros das Finanças da UE já só possa pronunciar-se depois do verão, dado a sua última reunião antes das férias ser já na próxima terça-feira.

Questionada pela Lusa, a Comissão escusa-se a comentar estas notícias, apontando apenas então que haverá uma decisão “no início de julho”, o prazo com que se comprometeu.