O coletivo de juízes do Tribunal de Leiria lê hoje a sentença a um homem acusado de ter matado um ex-jogador de futebol do União de Leiria à porta de um café, em agosto de 2015.

No dia 30 de agosto, o arguido, segundo a acusação, dirigiu-se ao Café da Mineira, em São Romão, Leiria, acompanhado por mais três homens, alegadamente com “intenção de encontrar e matar Raul João de Oliveira, munindo-se preventivamente de uma arma de fogo”.

O suspeito, acusado de homicídio qualificado, ofensa à integridade física e detenção de arma proibida, esteve fugido durante quatro dias, tendo sido detido no aeroporto de Barajas, em Madrid, quando se preparava para embarcar num avião com destino ao Brasil.

Na primeira sessão de julgamento, o alegado homicida afirmou que não conhecia a vítima e que não estava armado, tendo disparado com uma arma que estaria na posse de Raul Oliveira, admitindo que terá disparado pelo menos uma vez, por “medo”.

Já testemunhas do processo referiram que o arguido trazia uma arma “à cintura” e que terá disparado “três tiros de rajada” e, posteriormente, mais dois, quando a vítima já estava caída.

Nas alegações finais, o MP pediu uma condenação “não inferior” a 22 anos de cadeia para o suspeito de homicídio do ex-jogador de futebol da União de Leiria.

No despacho do MP é ainda pedida uma indemnização superior a 700 mil euros por danos patrimoniais, pensão de alimentos, despesas de saúde e escolares para o filho menor de Raul Oliveira.

A vítima mortal formou-se nas camadas jovens do União de Leiria, onde subiu a sénior. Jogou ainda por clubes como o Pedras Rubras, Fátima, Portomosense, Sport Clube Leiria e Marrazes e Atlético Clube Marinhense.