O Presidente da República pediu esta quarta-feira, na Mêda, para que não se deixe morrer o termalismo em Portugal e apelou à criação de um regime jurídico e legal que permita o desenvolvimento do turismo termal.

“É preciso olhar para o problema das termas em Portugal (…). E o problema é este, temos esta riqueza que não podemos desperdiçar, mas só não desperdiçamos se olharmos para as termas que temos e criarmos um regime jurídico, um regime legal, que permita o desenvolvimento do turismo termal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na inauguração do Longroiva Hotel Rural, no distrito da Guarda.

O chefe de Estado arrancou o terceiro e último dia da iniciativa “Portugal Próximo” a destacar a questão do termalismo no país, referindo que um dos seus desejos é que se “olhe mais para o turismo de saúde”.

“Se tratarmos o turismo termal de uma forma tal que não seja convidativo mantê-lo vão fechando as termas uma a uma e vão fechando os hotéis junto das termas e vai-se apagando aquilo que é uma hipótese de presente e de futuro, numa altura em que há cada vez mais europeus a viverem mais tempo e, por isso, a apreciarem o turismo termal”, salientou.

Nesse sentido, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a todos os que podem intervir no domínio da saúde e do turismo, como o Estado e autarquias, para não deixarem morrer o termalismo português.

“Não é uma coisa de velhinhos, nos países onde existe é uma aposta de futuro, tem de ser uma aposta de futuro”, vincou.

No seu discurso, o chefe de Estado elogiou a coragem dos irmãos José e João Amado que escolheram investir na aldeia de Longroiva, onde residem cerca de 300 pessoas, muitas das quais idosas.

Esta nova unidade hoteleira representa um investimento de cinco milhões de euros, que começou a funcionar no início do ano e criou cerca de 50 postos de trabalho.

O projeto do hotel, financiado por fundos europeus, está associado ao moderno balneário Termal e SPA de Longroiva, que foi construído em 2007 e cujas águas termais estão vocacionadas para tratamento de patologias reumáticas, músculo-esqueléticas, respiratórias e da pele.

Nesta visita pelos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda, o Presidente da República tem insistido no tema dos fundos comunitários e na oportunidade que representam para o desenvolvimento do país até 2020.

Marcelo Rebelo de Sousa revelou ainda outro desejo, o de que os “fundos passem dos números à vida das pessoas”.