O ‘rapper’ luso-angolano Luaty Beirão, um dos 17 ativistas condenados pelo Tribunal de Luanda por rebelião, afirmou esta quinta-feira, em entrevista à Lusa, que a amnistia em preparação é uma forma de José Eduardo dos Santos resolver um “quebra-cabeças”.

Luaty Beirão e outros 16 ativistas foram condenados a penas entre os 02 anos e 03 meses e os 08 anos e meio de prisão por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores – inicialmente acusados ainda de atentado contra o Presidente -, mas poderão agora ser abrangidos por uma amnistia em preparação pelo Governo para penas até 12 anos, que apenas excetua os crimes de sangue.

“Sempre foi um caso político e é com a política que ele [Presidente José Eduardo dos Santos] está a resolver. Se tivéssemos de aceitar, não o podíamos fazer porque não fizemos nada de mal”, apontou em declarações exclusivas à Lusa, em Luanda, Luaty Beirão, em liberdade, por decisão do Tribunal Supremo, há precisamente uma semana, depois de um ano entre prisão preventiva, domiciliária e cumprimento de pena após a condenação, a 28 de março.