Ativistas lançaram na sexta-feira, em São Paulo, uma campanha contra o turismo sexual durante os Jogos Olímpicos 2016, que começam a 5 de agosto no Rio de janeiro.

A ativista mexicana Teresa Ulloa Ziáurriz, diretora da Coligação Regional Contra o Tráfico de Mulheres e Crianças na América Latina e no Caribe (Catwlac, na sua sigla em inglês), apresentou no Instituto Cervantes de São Paulo a campanha internacional denominada “Diz Não ao Turismo Sexual! Comprar Sexo não é um Desporto! Brasil 2014-2016”.

A campanha vai estar em vigor durante os Jogos Olímpicos, entre 5 e 21 de agosto, período em que o Brasil deverá registar um movimento de cerca de seis milhões de turistas nacionais e estrangeiros.

“O Brasil está a caminhar para se tornar no país com o maior número de meninas e meninos em situação de exploração sexual no mundo. Durante o último Mundial de Futebol constatou-se que fora dos estádios vendiam-se serviços sexuais com meninas de até dez anos a troco de seis reais (cerca de 1,6 euros)”, disse a diretora da Catwlac, Ulloa Ziáurriz.

Nos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul, que decorrem de 5 a 21 de agosto, são esperados 10500 atletas de 206 países.