O Presidente norte-americano, Barack Obama, assegurou hoje que os Estados Unidos “não estão divididos como alguns sugerem”, depois do assassínio de cinco polícias e a morte de dois afroamericanos devido à violência policial, durante esta semana.

“Por muito dolorosa que tenha sido esta semana, acredito que os Estados Unidos não estão divididos como alguns têm sugerido”, afirmou Barack Obama, em conferência de imprensa em Varsóvia, realizada após o final da cimeira da NATO.

Barack Obama salientou que a pessoa que matou os cinco polícias em Dallas, Texas, era “demente” e não representa os afroamericanos, tal como os polícias que mataram afroamericanos não representam os norte-americanos brancos.

A ocasião serviu para Barack Obama insistir que os norte-americanos não podem continuar a ignorar a proliferação das armas de fogo no país. “Se estão preocupados com a segurança dos nossos funcionários, não devemos deixar de fora a questão das armas de fogo e fingir que não é importante”, salientou o Presidente dos Estados Unidos.

Barack Obama, que de Varsóvia segue para Espanha, anunciou ao final do dia de sexta-feira terminaria mais cedo a sua visita a Madrid para estar em Dallas no início da semana.

Na conferência de imprensa, Barack Obama sublinhou também o compromisso dos Estados Unidos “com a segurança e a defesa da Europa” numa época de novos desafios.

“Nos bons e nos maus momentos, podem contar com os Estados Unidos”, disse Barack Obama, destacando os novos desafios de segurança e humanitários que enfrenta a Europa e a NATO, incluindo ataques terroristas, violação por parte da Rússia das fronteiras da Ucrânia, a crise dos refugiados e a saída do Reino Unido da União Europeia.

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado norte-americano advertiu os aliados da NATO que tinham de fazer a sua parte, reverter anos de cortes e voltar a dedicar 2,0% dos seus ganhos económicos anuais para gastos com o setor da defesa.

A Grã-Bretanha, Polónia, Grécia e Estónia estão a cumprir a meta, mas a maioria dos aliados “ainda não atingiram os 2,0%”, disse Obama, acrescentando que por causa daquele facto houve uma conversa muito franca entre todos.

Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o Presidente norte-americano disse acreditar que se vai concretizar, apesar de especulações sobre uma eventual reversão da situação.

“Acho que temos de assumir que o referendo que foi objeto de muita atenção, que decorreu depois de uma longa campanha e com uma participação relativamente alta, é um facto”, afirmou Obama, depois de questionado sobre uma possível reversão da situação.