Portugal venceu hoje a Holanda, por 3-1, e garantiu o apuramento para a final do Grupo 2 da Liga Mundial de voleibol, que se disputa em Matosinhos.

Após este histórico triunfo frente aos holandeses, com os parciais de 25-22, 26-24, 17-25 e 29-27, a seleção portuguesa vai disputar, no domingo, a medalha de ouro com a seleção do Canadá, que esta tarde tinha vencido a Turquia por 3-0.

Neste jogo de Portugal, a seleção orientada pelo brasileiro Francisco Santos deu uma imagem de persistência e resiliência, arrancando o triunfo num decisivo no quarto ‘set’, disputado em alta rotação e no qual conseguiu uma estoica recuperação na reta final, depois de estar a perder por 22-17.

A equipa lusa começou o jogo com confiança e, graças a alguns remates bem gizados, foi surpreendendo o adversário e conseguindo cavar uma vantagem que lhe conferia tranquilidade.

A Holanda ainda conseguiu aproveitar alguns erros para se manter na perseguição, mas poucas foram as vezes em que logrou a liderança no marcador.

Numa toada assertiva, os lusos faziam da abnegação a sua maior arma e, com inspiração de Alexandre Ferreira, a apontar sete pontos, conseguiram manter a superioridade até ao final do primeiro ‘set’, vencendo-o por 25-22.

Esperava-se que, no segundo parcial, a Holanda entrasse mais determinada, mas voltou a ser Portugal a mostrar-se mais confiante nos instantes iniciais, chegando a conseguir uma vantagem de 15-11.

Os holandeses ainda reagiram na ponta final, e chegaram por duas vezes a empatar (22-22 e 24-24), conferindo emoção ao encontro, mas Portugal foi competente e fechou com uma vantagem de 26-24.

Apesar da confiança em alta, o terceiro ‘set’ foi de pesadelo para Portugal, com a Holanda a entrar muito forte e acumular uma vantagem expressiva, que chegou a ser de 20-12.

Neste parcial, a equipa nacional não acertou com as receções e mostrou-se menos inspirada na altura do remate, entregando o ‘set’ ao adversário por 25-17.

O quarto parcial revelou-se o mais renhido de todos, sempre numa toada de parada e resposta, sem que nenhuma das equipas conseguisse, na fase inicial, uma vantagem significativa.

Os holandeses ainda fizeram valer a sua maior experiência para conquistar uma série de lances consecutivos que lhe chegaram a dar uma confortável vantagem de 22-17.

Mas com uma reta final de verdadeira inspiração, Portugal conseguiu igualar nos 22-22, graças a cinco pontos consecutivos, para depois levar a melhor no jogo de nervos dos pontos finais, vencendo o parcial por 29-27.

Jogo no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.

Portugal – Holanda, 3-1.

Parciais: 25-22 (27 minutos), 26-24 (31), 17-25 (24) e 29-27 (39).

Sob a arbitragem de Nicholas Heckford (Inglaterra) e Wojciech Maroszek (Polónia) as equipas alinharam:

  • Portugal: Marcel Keller Gil, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva ‘Kibinho’, Miguel Rodrigues, Hugo Gaspar, André Lopes, Ivo Casas (líbero), João Fidalgo (líbero), Tiago Violas, Marco Oliveira, Lourenço Martins, Filip Cveticanin, João Oliveira.

Selecionador: Francisco Santos.

  • Holanda: Van Haarlem, Keemink, Van Garderen, Ter Horst, Sparidans (líbero), Diefenbach, Rauwerdink, Overbeek, Koelewijn, Ter Maat, Parkinson, Andringa, Dronkers (líbero), Plak

Treinador: Gido Vermeulen.