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Não se sabe como. São 40 metros de altura mas a bandeira chegou lá. A estátua do Marquês de Pombal está no centro da festa. É ali que habitualmente as equipas celebram o título de campeão nacional, e foi ali que a equipa mais portuguesa de Portugal se juntou para celebrar o título de campeão da Europa. Até o edifício gigante do Novo Banco ganhou as cores da bandeira. Pode-se tudo. Somos todos vencedores.

Ali estavam portugueses, estrangeiros fãs de festa, estrangeiros fãs de Ronaldo (denunciados pelas t-shirts) e muitos curiosos de telemóvel na mão. Mas estavam também franceses, sem medo de exibir a bandeira presa à anca, ou ainda com a tinta a desenhar a bandeira na face. Os franceses queriam estar na festa, os portugueses receberam-nos de braços abertos.

Nunca a praça central nem as artérias do Marquês de Pombal estiveram tão vermelhas, verdes e amarelas. Nunca se gritou tanto o nome “Édeeeer!” por metro quadrado. Ele está no pensamento e nos gritos dos milhares que se juntam ali. A seguir ao responsável pelo golo da vitória, o mais evocado é Cristiano Ronaldo. Como? Pela sua mais recente imagem de marca — o mítico “Siiiiiiii”. É certo que Ronaldo disse-o quando recebeu a terceira Bola de Ouro, mas a força do grito serve para o momento — a felicidade e a força de um feito nunca antes conseguido.

A festa segue pela noite fora e até o hino é cantado por grupos entusiasmados, várias vezes ao longo da noite. A noite está pacífica, mas alguns petardos assustam uma e outra criança, de bandeira presa à cabeça, que festejam com as famílias. Levam deste dia uma bela lição.

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