O ministro das Finanças disse esta terça-feira que irá voltar a defender junto da Comissão Europeia a estratégia que o Governo já tem e os resultados que está a obter com a execução orçamental para evitar sanções. Mário Centeno garante que para este ano “não há plano B”.

“Vamos voltar a delinear toda a nossa estratégia junto da Comissão Europeia, no sentido de reivindicar os resultados que estamos a obter e da forma como estamos a obter esses resultados que podemos cumprir os nossos objetivos”, afirmou Mário Centeno aos jornalistas, após a reunião do Conselho que determinou a abertura do procedimento que pode levar a sanções.

O ministro disse que defendeu a sua posição na reunião de hoje alegando que ela é “injustificada pelo esforço que o país fez em todo este período, quer em matéria orçamental, quer em termos de reformas estruturais” e que a mesma será contraproducente.

“É contraproducente porque neste momento em que o país está a crescer e que continua o esforço de consolidação orçamental, que consideramos importante para o crescimento do país, esta avaliação que a comissão faz é negativa para este momento. Mas há uma enorme determinação do governo de prosseguir as suas políticas de continuar num caminho responsável e rigoroso que está delineado”, disse.

Questionado sobre se o Governo português terá de apresentar mais medidas à Comissão Europeia para evitar sanções, Mário Centeno responde que não haverá qualquer plano B e que “a execução orçamental está a ser seguida à risca pelo Governo e pela Comissão Europeia”.

Com a aprovação pelo Conselho da recomendação da Comissão, o executivo comunitário tem agora 20 dias para apresentar uma proposta de sanções. A partir de hoje, o Governo tem dez dias para argumentar contra a apresentação de sanções pela Comissão ou pedir pelo menos que sejam atenuadas.