A primeira edição estava nas bancas no dia 8 de julho, 14 dias depois de se saber o resultado do referendo sobre a saída do Reino Unido na União Europeia. O The New European auto-intitula-se um “jornal pop up” e afirma-se como anti-Brexit. O semanário só tem quatro edições planeadas — depois disso, não sabe se acaba ou continua.

Matt Kelly, diretor do The New European, afirmou ao The Independent que sentia que 48% dos votantes (percentagem dos que votaram pela permanência) foram “desiludidos pelos meios de comunicação tradicionais”. O público-alvo do jornal são os 16 milhões de pessoas que votaram a favor do “Remain” e por isso o jornal só será posto à venda em áreas onde se tenha votado a favor da permanência.

O jornal afirma mesmo no seu slogan que é “The New Pop-up Paper for the 48%” [“O novo jornal pop-up para os 48%”].

Matt Kelly afirmou que o plano é apenas fazer quatro edições, para reportar “este mês louco”. O diretor do The New European explicou ainda que o jornal irá abordar vários tópicos, incluindo futebol, poesia, moda ou economia. Ainda sobre o jornal, Kelly afirma que tem quase a certeza de que “nunca nenhum jornal foi lançado com uma velocidade tão grande. Serão nove dias desde o desenvolvimento do conceito até aos quiosques”.

O jornal custa pouco mais de dois euros e Kelly explicou que poderão existir edições, dependendo da recepção às quatro primeiras.

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