O número de mortos provocados por acidentes de viação em Angola caiu um terço entre abril e junho, mas ainda são mais de sete vítimas todos os dias, indicam dados revelados pela Polícia Nacional sobre o segundo trimestre de 2016.

De acordo com números tornados públicos na terça-feira pelo comandante-geral da Polícia Nacional de Angola, comissário-geral Ambrósio de Lemos, em declarações aos jornalistas no final da reunião da Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, pelo menos 667 pessoas morreram nos últimos três meses e 2.865 ficaram feridas, em resultado de 2.681 acidentes de viação.

Ainda assim, e apesar da gravidade dos números, registou-se uma redução de 1.159 acidentes, 317 mortos e 703 feridos, comparativamente com o segundo trimestre de 2015, destacou Ambrósio de Lemos.

Os acidentes de trânsito são a segunda principal causa de morte em Angola, depois da malária, sobretudo devido, segundo a polícia, à imprudência, condução sob efeito do álcool e ao mau estado de conservação das estradas.

Ambrósio de Lemos admitiu ainda a necessidade de reforçar a fiscalização da circulação rodoviária, bem como as necessidades de equipamento e formação dos efetivos.

Na reunião de terça-feira do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, orientada em Luanda pelo vice-Presidente da República, Manuel Vicente, foi ainda discutido o processo de adequação e harmonização da sinalização de trânsito ao manual rodoviário da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O objetivo é padronizar a circulação automóvel naquela região de África, que além de Angola integra a África do Sul, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurícias, Moçambique e Namíbia.