O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta quinta-feira a necessidade de investimento para o país poder crescer, área onde assegurou que o Governo está presente.

“O país precisa de crescer e para crescer precisa de investir”, vincou o chefe do Governo, que falava numa cerimónia, em Lisboa, de implementação de dois instrumentos financeiros de capitalização e financiamento das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas.

Com estes instrumentos, o Governo pretende levar mais de mil milhões de euros à economia no terceiro trimestre deste ano.

“Não faltam empresários, iniciativas e vontade de investir. Há por isso que criar condições para que o investimento possa ter lugar”, prosseguiu António Costa, que lembrou o célere trabalho da unidade de missão criada para analisar a capitalização das empresas.

E concretizou: “Quisemos em menos de um mês transformar a proposta que nos foi apresentada numa resolução de conselho de ministros, hoje aprovada”.

Para o líder do executivo socialista, é “fundamental” haver uma intervenção estatal quer “na capitalização das empresas quer na estabilização do setor financeiro”.

Nos próximos meses, ainda no que refere aos acordos esta quinta-feira formalizados, terá de haver trabalho “transversal” nos vários ministérios para que se tornem efetivos os programas de capitalização das empresas.

O Ministério da Economia informou na quarta-feira que os dois instrumentos, a Linha de Crédito com Garantia Mútua e a Linha de Financiamento a Operações de Capital Reversível, se enquadram na implementação do Programa Capitalizar e que vão ser geridos pela Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), vulgarmente conhecida como banco de fomento.