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PCP defende revisão urgente do plano estratégico do aeroporto de Beja

O PCP defendeu a revisão, com "caráter de urgência", do plano estratégico do aeroporto de Beja com vista à valorização da infraestrutura aeroportuária enquanto instrumento para o desenvolvimento da região.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O PCP defendeu a revisão, com “caráter de urgência”, do plano estratégico do aeroporto de Beja com vista à valorização da infraestrutura aeroportuária enquanto instrumento para o desenvolvimento da região.

A posição surge num projeto de resolução que os comunistas entregaram na Assembleia da República e que recomenda ao Governo “a valorização do aeroporto enquanto instrumento para o desenvolvimento da região”.

No projeto, assinado por 11 deputados do PCP, incluindo o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, os comunistas recomendam ao Governo PS para que “proceda com caráter de urgência à revisão do Plano Estratégico do Aeroporto de Beja, reforçando as estratégias já definidas, designadamente as atividades ligadas aos setores produtivos”.

Os deputados comunistas também querem que o Governo “diligencie para que se desenvolvam, com caráter de urgência, condições especiais e características de apoio discriminatórias positivas” para a zona industrial da infraestrutura “no âmbito do conceito de aeroporto indústria”, ligado à aeronáutica, à manutenção de aviões, à formação, à agroindústria e às atividades em geral que necessitem de utilizar o aeroporto.

O PCP quer ainda que o Governo aposte numa estratégia para a médio/longo prazo desenvolver no Alentejo um “cluster” aeronáutico, articulando o aeroporto de Beja com outras estruturas e empresas existentes e a criar, “numa visão integrada de desenvolvimento industrial e serviços e de potenciação das infraestruturas públicas na região”.

Os deputados lembram que o anterior Governo PSD/CDS-PP, “pressionado pela região para a resolução do problema” do aeroporto de Beja, criou um grupo de trabalho, em maio de 2012, que teve como missão “revisitar os pressupostos que estiveram na base do investimento na infraestrutura e propor formas de rentabilização das vertentes civil e comercial”.

Desde a entrega do relatório do grupo de trabalho, datado de setembro de 2012 e que defendia a revisão com “caráter de urgência” do plano estratégico do aeroporto de Beja, o anterior Governo “nada mais fez para desenvolver” a infraestrutura aeroportuária, lamentam os deputados.

“A única medida com implicações no projeto” que o anterior Governo tomou foi a privatização da ANA – Aeroportos de Portugal, “transformando uma medida positiva, que era a integração do aeroporto na rede aeroportuária nacional, numa preocupação acrescida, que é a gestão dessa rede com base nos critérios do lucro e não do desenvolvimento”, referem os deputados.

Segundo o PCP, os desenvolvimentos que se conhecem relacionados com o aeroporto de Beja é a instalação de uma unidade de desmantelamento de aeronaves, “mas a verdade é que já se fala deste projeto há mais de quatro anos”.

Por outro lado, referem os deputados, no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas para o período 2014-2020 é mencionado um investimento de três milhões de euros no desenvolvimento do aeroporto de Beja e “da responsabilidade do plano estratégico na ANA”, “mas sem que seja especificada a tipologia deste investimento”.

O aeroporto de Beja começou a operar a 13 de abril de 2011, quando se realizou o voo inaugural, mas, desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na maioria dos dias.

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