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Para o The Wall Street Journal, o problema da União Europeia é “mais o défice de bom senso” do que os défices orçamentais. Num editorial publicado esta quarta-feira, o jornal critica a decisão da Comissão Europeia e do Conselho Europeu (Ecofin) de avançar com sanções contra Portugal e Espanha. “Em vez de andarem à procura de todas e quaisquer oportunidades para punir os que reduzem impostos, talvez os ministros das Finanças pudessem discutir uma estratégia de crescimento verdadeira na próxima reunião [do Ecofin]”, defende.

Para o The Wall Street Journal, “os ministros das Finanças da União Europeia continuam a punir os países por fazerem aquilo que funciona”. Cita ainda o caso da Espanha: “Apoiar Espanha em vez de a punir seria um bom começo”.

Este adiamento do bom senso tem um custo. Para terem algum descanso, Madrid e Lisboa têm de enviar para Bruxelas novos planos orçamentais. O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, admitiu que vai precisar de subir impostos, incluindo mais seis mil milhões de euros em receitas, ajustando os impostos sobre as empresas”, argumenta.

O jornal americano explica que a própria Comissão Europeia reconhece a impopularidade das sanções a serem aplicadas a Portugal e Espanha, mesmo que venham a ser zero, motivo pelo qual terão “adiado este processo para depois das últimas eleições gerais em Espanha”.

A publicação adverte ainda a União Europeia para outras questões que acredita serem mais importantes para melhorar a economia da UE. “No fundo, os problemas económicos da Europa não são os défices orçamentais. São o baixo crescimento, os impostos elevados e os desperdícios na despesa”.

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