Perto de 450 mil plantas de várias espécies autóctones foram plantadas nos últimos cinco anos em terrenos públicos e comunitários no âmbito do projeto Floresta Comum, que pretende fomentar uma floresta com espécies nativas.

O balanço deste projeto foi hoje divulgado em comunicado pela associação ambientalista Quercus, parceira do Floresta Comum – em conjunto com o Instituto da Conservação da Natureza, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro -, parcialmente financiado pelo Green Cork (reciclagem de rolhas de cortiça).

Desde 2011 até agora foram oferecidas 445.222 plantas autóctones (nomeadamente carvalhos, medronheiros, castanheiros ou sobreiros) que foram plantadas em terrenos públicos ou comunitários.

Só em cinco meses – entre outubro do ano passado e março deste ano — foram plantadas mais de 153 mil plantas.

“Tem sido grande o envolvimento da administração local nestas ações de (re)arborização, através dos municípios e juntas de freguesia”, adianta a nota da Quercus, justificando assim o número cada vez maior de plantas disponibilizadas.

No futuro, aliás, vai ainda ser constituída uma bolsa de plantas para distribuir por terremos privados.

Os ambientalistas lembram que a floresta autóctone tem “altos níveis de biodiversidade”, estando mais adaptada às condições climáticas locais, resistindo mais a pragas, doenças e longos períodos de seca ou de chuva intensa.

A floresta autóctone contribui ainda para mitigar as alterações climáticas, sendo mais resiliente a essas alterações e também a incêndios florestais.